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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Do Natal à Páscoa.

Hoje, no dia do Natal, me vi pensando no significado e na importância da Páscoa. Ambas as celebrações são caras aos cristãos, embora o espírito que envolva cada uma seja distinto: uma anuncia o nascimento de um menino, do nosso Salvador, enquanto a outra celebra sua vitória sobre a morte, e ainda mais, sobre o pecado dos seus.

Sobre minha reflexão, poderia aqui fazer discursos de como ambas as datas e seus significados foram absorvidos e deturpados pela sociedade capitalista, que ninguém pára refletir em seus significados e muitas outras coisas ditas por outras pessoas antes e depois de mim, mas não foi este o caminho tomado por meus pensamentos, nem portanto o será pelas minhas palavras. 

O que me veio ao pensar no dia de hoje e na Páscoa, foi como sou abençoada, como sou rica por tudo aquilo que o Senhor me deu. Nada em minha vida física e terrena poderá um dia valer mais do que o ato de amor realizado por Cristo ao se fazer homem, ao se fazer menino e vir ao mundo, para como homem e Deus se entregar por mim. 

O Natal me é uma festa cara e feliz, como a quase todas as pessoas. O clima de amor, paz, caridade, o tal espírito natalino toma conta de quase todos nós, e eu amo esta época do ano. Mas de nada nos vale celebrar o Natal se esquecemos a cada dia o significado da Páscoa. De nada adianta se alegrar com o nascimento do menino se esquecemos da importância da morte e ressurreição do deus-homem. Se a morte na cruz de Cristo for esquecida, se esta não tiver o lugar central em nossos corações, seria o mesmo que o menino não tivesse vindo à terra. 

Que este, e todos os outros Natais, nos façam realmente valorizar a vida e toda a obra de Jesus Cristo, sendo bons uns para com os outros e lembrando sempre que o véu já foi rasgado, e pela fé somos salvos.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A mentira da inclusão por cotas.

Sou estudante de História na Universidade Federal do Paraná. Entrei no curso por cotas sociais e sempre soube que seria difícil estudar à tarde, pois eu precisava trabalhar, mas como não havia opção melhor, fui levando.

Neste momento estou prestes a me formar e por isso fui olhar a página da Pós graduação em História na UFPR. Desde algum tempo para cá sinto uma tristeza por saber que minha entrada no Mestrado será bem difícil - quase impossível, eu diria - porque nunca fui de algum grupo de pesquisas ou bolsista do CNPQ na graduação, e isto conta muito para entrar no Mestrado. Ter trabalhado durante o curso não conta. Você precisa ter estudado, mesmo que de maneira voluntária num destes grupos de pesquisa, para fazer nome. Não importa se suas contas chegariam no final do mês. Você não paga mensalidade. Pois não bastasse a dificuldade acadêmica de falta de currículo e de nome, a Pós Graduação na UFPR ainda reservava outra tristeza, outro motivo de revolta para mim: as aulas do mestrado variam de horários entre às 8 da manhã e às 18:30 da tarde. Ou seja, não trabalhe por mais dois anos. Mas novamente, nem todos ganharão bolsas da universidade para manterem seus estudos.

E neste momento eu me pergunto: e eu? E todos os outros cotistas, que benevolamente foram aceitos na Universidade Pública, que foram "incluídos", como nós vivemos? Há muita gente com pais abastados nas Universidades Públicas, e estes podem cursar toda a graduação sem trabalhar, emendar um mestrado ou talvez uma nova graduação, mas há aqueles que precisam trabalhar, há aqueles que já trabalhavam antes mesmo de serem "incluídos" na universidade pública e que continuaram vendo suas contas chegarem a cada fim de mês, e por isso precisam continuar em seus empregos. Estes não tem vez na UFPR, pelo menos não na História, pois eles não se dedicaram o suficiente na graduação para serem lembrados pelos professores quando tentarem entrar no Mestrado, isso SE tentarem, pois aulas durante todo o dia eliminam praticamente todas as possibilidades de emprego e de sustento.

Por isso, neste momento, questiono muito a política de cotas e de que maneira ela realmente é inclusiva. Eu consigo entrar na graduação, mas terei de me matar para manter no meu curso, não por falta de capacidade, mas por falta de tempo e de disposição, pois conciliar trabalho e faculdade não é algo fácil. E depois, nem mesmo serei permitido a sonhar com o mestrado numa Universidade como a UFPR, pois não se tem tempo nem nome o suficiente para tais aspirações. E como isso é inclusão!? Como isto é ajudar a quem não teria acesso a realmente estudar, ganhar uma boa posição no mercado de trabalho futuramente?

Posso dizer que ontem eu realmente me decepcionei com a Pós Graduação em História da UFPR. Para mim, através da política de seleção dos candidatos ao mestrado e doutorado, ela se mostra elitista e propagadora de uma política de puxa-saquismo e bajulação dentro do ambiente acadêmico, não necessariamente selecionando os melhores, mas sim os que tiveram mais oportunidades.

domingo, 15 de setembro de 2013

Num domingo, apaixonada.

Eu vivi um tempo de secura e amargura no meu coração, onde me via sozinha por todo o futuro imaginável, pois achava que nunca seria capaz de amar e ser amada verdadeiramente por alguém. Vivi um tempo de sonhos que voavam no ar e eram etéreos e eu não os podia tocar, pois se desmanchavam em minha frente, fazendo doer o coração, e eu desacreditar da vida. Vivi um tempo de solidão e reclusão.

Hoje, entretanto, quando olho para trás, o que vejo são o 3 anos e (quase) oito meses que estamos juntos, em você coloriu e deu sentido à minha vida, em que você se tornou a minha vida. Hoje, a um dia de completarmos 7 meses de casados, vejo quanta coisa eu ganhei quando conheci o teu amor, o teu companheirismo e quando nossa vida se uniu de maneira imutável e permanente. 

Hoje me vejo como uma mulher adulta, plena e amada. Ao teu lado sou capaz de sonhar mais e melhor. Você me ajudou a ser uma pessoa melhor e eu aprendi a aceitar muito do que sou. Hoje me olho no espelho e vejo uma mulher bonita. Muitas das implicâncias com meu corpo e minha aparência eu consegui superar, porque para você elas não importam. Hoje eu me sinto segura para ser quem eu realmente sou, e sei que mesmo naqueles momentos em que você discordar de mim, você estará comigo, pois eu sei que você nunca me deixará. Hoje tenho a segurança para pensar no futuro e tudo o que eu vejo em minha vida tem você do meu lado, seja vivendo comigo os nossos sonhos e planos ou me apoiando naqueles sonhos que são meus e só eu posso viver.

Ontem você me perguntou se eu mudaria alguma coisa na nossa vida e na verdade eu só posso agradecer por ter uma vida muito melhor do que aquela que eu sequer podia sonhar para mim. Você me faz plena e amada.

Eu te amo de todas as formas e intensidades que eu sei.

domingo, 4 de agosto de 2013

Minha esperança no Papa Francisco.

Os amigos evangélicos mais conservadores que me desculpem, mas hoje vejo uma luz no fim do túnel para a Igreja de Cristo, e esta luz se acendeu graças ao Papa Francisco.

Eu nunca fui membro da Igreja Católica, nunca gostei de seus santos intermediários entre homem e Deus, de toda a idolatria em torno da figura do Papa e dos gastos desnecessários enquanto milhões passam fome no mundo, e quando passei a frequentar a igreja protestante em 2003, acreditei ter encontrado um lugar onde estas coisas não existiam. 

Mas será que não existem mesmo?

Hoje, muito mais madura em relação à minha fé e com uma visão mais ampla do "mundo evangélico", vejo que este tem cada dia mais se transformado na adaptação gospel dos vícios católicos. Enquanto almas clamam por Deus, vemos "ministérios" de Deus cobrando valores absurdos por uma pregação na sua igreja, pelo ingresso do evento - nunca show -  de seus músicos ungidos e espirituais. Vemos pastores milionários, com seus aviões particulares, mansões e programas de televisão. Vemos toda a podridão de um mundo "livre da idolatria dos santos católicos", mas que chora, grita, desmaia e tem crises histéricas quando seu ídolo gospel passa por perto. Que repete tudo aquilo que o ídolo diz em suas músicas heréticas, nas suas entrevistas forçadas e em seus vídeos no youtube onde cada dia vemos mais "gente de Deus" falando merda, e levando milhares a seguir as mesmas loucuras (no pior sentindo da palavra).

E onde fica o Papa nisto tudo? Ele vem na contracorrente, na contramão da corrupção da igreja - católica ou protestante -, vem com os olhos voltados para aqueles que sofrem, que choram, que não tem quem fale por eles. O Papa vem pelos imigrantes ilegais que entram na Europa fugindo da guerra, da fome e das doenças da África. Vem pelo menino do morro que não sabe se voltará para casa a cada vez que sai, nem quem de sua família reencontrará ao voltar. O Papa vem sem pedras nas mãos, sem acusar os gays de serem menos que humanos. O Papa que afirmou ter sim pecados, como todo e qualquer ser humano e que não se veste coberto de ouro nem senta num trono completamente adornado de ouro e pedras preciosas. 

SIM, o Papa! O líder máximo da Igreja Católica, aquela mesma acusada de sempre ostentar sua riqueza e arrogância. Aquele que deveria ser o Santo Padre, o sem pecados. Ele, que tem milhões de seguidores, hoje nos ensina humildade e respeito. Nos ensina o verdadeiro evangelho de Cristo: aquele que olha por quem precisa. O Papa tem proposto que a igreja saia de seu mundinho fechado, tal como um clube onde os membros pagam a mensalidade para poderem usufruir de seus benefícios, e atenda aqueles que precisam de Cristo, ou seja, aqueles que ainda não o conhecem.

A Igreja Católica vislumbra uma reforma em sua estrutura com o Papa Francisco à frente da mesma, pois quer recuperar os fieis que perdeu para a Igreja Protestante nas últimas décadas. Para isso, eu vejo que a Igreja Católica investirá em algo simples, puro e eficaz: Cristo.

Que a Igreja Evangélica - qualquer que seja sua denominação - hoje acorde para as reais necessidades do mundo, a exemplo da Igreja Católica, e para quais deveriam ser suas verdadeiras prioridades.

domingo, 7 de julho de 2013

Entre a beleza e a tristeza.

"Pois ela é uma linda donzela, a mais bela senhora de uma casa de rainhas. Apesar disso, não sei como devo falar dela. A primeira vez que a vi, percebi sua infelicidade; pareceu-me uma flor branca erguendo-se ereta e altiva, esbelta como um lírio, e mesmo assim sabia que era rígida, como se esculpida em aço por artesãos élficos. Ou será que uma geada havia transformado sua seiva em gelo, e assim ela se erguia, doce e amarga, ainda bela de se olhar, mas ferida, prestes a cair e morrer? A doença de Éowyn começou muito antes deste dia, não é Éomer?
[...]
 - Talvez eu tenha o poder de curar-lhe o corpo, e de resgatá-la do vale escuro. Mas para o que ela despertará: para a esperança, para o esquecimento ou para o desespero, não posso saber. Se for para o desespero, então morrerá, a não ser que lhe apareça uma outra cura que não posso trazer. Lamento, pois seus feitos a colocaram entre as rainhas de grande renome.

Então Aragorn abaixou-se e olhou no rosto de Éowyn, que realmente estava branco como um lírio, frio como a geada, e rígido como se esculpido em pedra. Mas ele se inclinou e a beijou na testa, e a chamou suavemente dizendo:
 - Éowyn, filha de Éomund, desperte! Seu inimigo foi-se embora."

O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei - J. R. R. Tolkien

sábado, 15 de junho de 2013

Inquisição sem fogueiras? ou como os jovens não se preocupam mais!

Tenho em minhas mãos um livro intitulado "Inquisição sem fogueiras: Vinte anos de história da Igreja Presbiteriana do Brasil: 1954-1974" e já na introdução do livro o autor João Dias de Araújo mostra como a União de Mocidade Presbiteriana Nacional foi desarticulada por se manifestar contra o contexto que o Brasil vivia desde a Ditadura da Era Vargas e questionar os problemas sociais do país e do mundo, como a Segunda Guerra Mundial. Como diz o autor "os jovens não tinham medo de criticar aquilo que achavam errado na Igreja e na sociedade" [página 36].

Não preciso dizer que logo muitos se levantaram contra estes que ousavam pensar e pior ainda, falar aquilo que pensavam, visando um país e uma igreja melhores. Tanto próprios membros da UMP [como chamarei a União de Mocidade Presbiteriana daqui em diante] como os líderes da IPB [Igreja Presbiteriana do Brasil]. Estes jovens eram vistos como subversivos, e seu jornal - segundo os jovens da UMP de Recife - perigoso por difundir ideias contrárias às defendidas pela IPB. E aqui eu me pergunto: lutar contra a desigualdade social, contra o analfabetismo da população e contra a guerra são coisas que vão contra os ideais e interesses de uma igreja cristã? Na década de 1960 parece que sim. Em maio de 1960, a Confederação Nacional de Mocidade Presbiteriana foi extinta.

E aqui entram os meus questionamentos atuais: Onde está a UMP brasileira, que nas décadas de 1950 e 1960 foi perseguida e levada à extinção por pensar, se manifestar e se posicionar frente aos problemas enfrentados dentro e fora da Igreja Presbiteriana do Brasil e hoje nem uma nota sequer lançou sobre os protestos que tem tomado conta do país inteiro? Será que a UMP não mais acha justo lutar pelos direitos do povo ou a extinção da mesma na década de 60 a fez virar um grupo encagaçado, com medo de represálias do sistema Presbiteriano? Ou será que a juventude presbiteriana, que outrora foi culta, intelectualizada e crítica, hoje se preocupa apenas se é legal fazer parte de grupinhos que prezam pela pureza sexual, mas não se preocupam com aqueles que passam fome, que são oprimidos e pisados pelo governo, com aqueles que não tem voz.

A alegria e orgulho que tomam o meu peito - e de tantos brasileiros e brasileiras - ao ver o povo acordando, se erguendo contra os abusos do nosso governo, contra a corrupção e a impunidade do nosso país, contra a truculência da nossa polícia e contra políticas que de públicas nada tem, hoje tem como companheiras a tristeza e a vergonha por ver um grupo que foi símbolo pela luta de um país e uma Igreja de Cristo melhores calado, escondido por trás de textinhos que discutem a maneira correta de namorar.

Queria ver a UMP Nacional unida para ajudar a melhorar o Brasil.

"O problema não é mais se dançar ou não dançar, se fumar ou não fumar é pecado, pois sendo Jesus nosso Senhor, estas coisas não tem mais poder sobre nós."
Paulo Wight - Mocidade
Jornal da Confederação Nacional da Mocidade Presbiteriana:1960

terça-feira, 11 de junho de 2013

Uma nova estação.

"Fica assim aqui perto, que o teu cheiro me faz seguro. Teu calor me protege e teu corpo me cura o vazio. [...] Gosto de te ver rindo, e da riqueza das coisas simples que guardo qual tesouros. E a beleza está em não ter pressa. Que corremos demais, meu amor, e é hora de parar, deitar na grama, falar só besteiras e rir da vida."

Essa letra do Dance of Days me foi companheira em momentos que estávamos distantes e a saudade apertava o peito. Foi companheira em momentos de tristeza e entre problemas que tornavam as coisas difíceis, as lutas mais duras.

Hoje de manhã, ao sentir teu cheiro quando vieste se despedir de mim, ouvi esta música em minha cabeça e a partir de agora ela está intrinsecamente ligada a momentos de alegria, de amor e felicidade. 

Parece agora que a tristeza não cabe mais entre nós.

domingo, 12 de maio de 2013

Mães.



São aquelas que nos amam incondicionalmente, se preocupam com nossas escolhas e com nosso futuro, que demonstram seu amor até mesmo nos momentos de ira e quando brigam conosco. São as mulheres mais fortes que conhecemos, que nos inspiram a sermos pessoas boas, dignas, amáveis. São aquelas mulheres que nos ensinam em cada ato, em cada palavra, em cada carinho. Aquelas em quem procuramos abrigo para curar uma decepção ou esquecer uma dor. Aquelas também que corremos abraçar nos momentos de maior alegria.

Como se uma desta já não fosse suficiente, Deus me deu duas incríveis mulheres como mães. Ambas de sangue, amor e coração.

Amo vocês.

domingo, 28 de abril de 2013

Espelho de Ojesed.

"Olhou para o espelho outra vez. Uma mulher parada logo atrás de sua imagem sorria e lhe acenava. [...] Era uma mulher muito bonita. Tinha cabelos acaju e os olhos - os olhos são iguaizinhos aos meus, Harry pensou, acercando-se um pouco mais do espelho. Verde-vivo - exatamente do mesmo formato, mas então reparou que ela estava chorando, sorrindo, mas chorando ao mesmo tempo. O homem alto, magro, de cabelos negros, parado ao lado dela abraçou-a. Usava óculos e seus cabelo era muito rebelde. Espetava na parte de trás, como o de Harry.

Harry estava tão perto do espelho agora que seu nariz quase encostava em sua imagem.
 - Mamãe? - murmurou. - Papai?

Eles apenas olharam para ele, sorrindo, e lentamente Harry olhou para os rostos das outras pessoas no espelho e viu outros pares de olhos verdes iguais aos seus, outros narizes como o seu, até mesmo um velhote que parecia ter os mesmos joelhos ossudos que ele - Harry estava olhando para a sua família, pela primeira vez na vida.

Os Potter sorriram e acenaram para Harry e ele retribuiu o olhar, carente, as mãos comprimindo o espelho como se esperasse entrar por dentro dele e alcançá-los. Sentiu uma dor muito forte no peito, em que se misturavam a alegria e uma terrível tristeza.

Quanto tempo esteve parado ali, ele não sabia. As imagens não esmaeceram e ele continuou mirando-as até que um ruído distante o trouxe de volta ao presente. Não podia ficar ali, tinha de encontrar o caminho de volta para a cama. Com esforço, desviou os olhos de sua mãe, sussurrando "Eu volto" e saiu do aposento."

Harry Potter e a Pedra Filosofal - J. K. Rowling

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Um pouco de sabedoria..

"Se mais de nós dessem mais valor a comida, bebida e música do que a tesouros, o mundo seria mais alegre."

O Hobbit - J. R. R. Tolkien

sábado, 16 de março de 2013

Flores e amor.

"- O amor é como uma corruíra no jardim - de repente ela canta e muda toda a paisagem."

Dalton Trevisan

Como um dia novo que amanheceu, com todas as flores de cerejeira desabrochando no jardim, de repente se fez amor em seu peito. Foi algo tão mágico, tão intenso e inesperado, que por algum tempo ela nem chegou a saber o que se passava dentro de si. Apenas ouvia novos sons, novas melodias que a conduziam numa dança bela e envolvente. Os cheiros eram diferentes. Hoje ela sentia muito mais do que um dia imaginara sentir. Estava viva e pulsante.

Ao abrir as janelas de sua alma ela se deparou com a paisagem totalmente mudada dentro dela. Não mais um jardim seco, quase que sem vida, flores e frutos. Hoje, renascida, assim como o jardim secreto, depois de cuidado e amor, ela se via cheia de vida, cores e esperança.

Ela amava.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Maior desejo.


Esses dias estão cada vez mais próximos e tudo o que eu quero é começar a nossa vida. Para eu poder te beijar quando eu quiser.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Rumo à nova vida.

Os dias tem se arrastado nestas duas últimas semanas. Tudo o que eu quero é que o tempo voe para que o grande dia chegue. Nosso casamento não será nem um pouco convencional. Teremos flores em garrafas, chá, suco de laranja e waffles. Teremos uma noiva que muito ansiosa ficou pelo montar a casa, fazer compras do mês, limpar o apartamento, mas pouco se desesperou pelas flores perfeitas [que aliás, ainda nem foram escolhidas], pelo vestido maravilhoso ou por uma festa de arromba. Tudo será intimista e reservado, mas cheio de amor, assim como somos nós dois.

O casamento perfeito para eles é como farão: um rito de passagem para o então casamento real. Nestas horas, gostaria muito que tivéssemos duas palavras para diferenciar os dois momentos como no inglês. Wedding para descrever a festa, a parte menos importante da equação deles. E marriage, que representa muito mais a vida que virá depois da festa. Porque honestamente, mais do que a festa perfeita e feliz, nós ansiamos pela vida feliz, que mesmo sem ser perfeita - pois problemas sempre existirão - sempre nos esforçaremos pelo nosso melhor e pela felicidade um do outro.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Não vai voltar.

"Eu já nem lembro bem do som da sua voz. Faz tanto tempo que eu nem sei mais se eu quero lembrar. Já não ouço os mesmos discos e há canções que eu não ouso.."

Era assim agora, depois de tantos anos e ele acreditava, sempre seria. Haviam discos valiosos que ele jogou fora porque a lembrança dela estava impregnada naqueles objetos, naqueles arranjos e acordes que eles tanto ouviram. Era incrível como depois de tantos anos, toda vez que ele a via seu coração ainda disparava. Não que ele ainda a amasse, mas sempre se perguntava como a vida deles teria seguido, se os caminhos não tivessem se separado. Quando via aqueles olhos azuis como o céu e as ondas douradas que lhe caiam da cabeça, sempre lembrava das semanas frescas e primaveris que passaram juntos, com toda a leveza que havia naquele amor de adolescência que eles viveram. Hoje, com muitos mais anos e responsabilidades, toda vez que a via, era como se ela fosse parte de um sonho que ele tivera, mas que não se atreveu a viver quando o teve. Lembrava ainda das palavras dela, pedindo para que as coisas não acabassem daquela forma, mas ele não deu ouvidos às suas súplicas. Nada fez diferença quando ele acreditou que o fim tinha chego. E agora era tarde, a vida os levara por caminhos distintos.