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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O delicioso Caminho do Chá.

Numa casinha aconchegante no bairro São Francisco, em Curitiba, está o Caminho do Chá. Além de ser super gracinha por fora, a casa é simples e aconchegante por dentro, e tem todo um trabalho de identidade visual em todos os detalhes da casa.







Há algum tempo a Dani Lieuthier abriu este pequeno recanto do chá aqui em Curitiba. Eu, como boa amante de chás que sou, fiquei fascinada com a proposta, entretanto acabei demorando um pouco para ir conhecer a Caminho. Para a minha alegria, a página no Facebook da Caminho anunciou que agora eles fazem brunchs aos domingos. Isto foi o suficiente para me fazer ir almoçar lá no último domingo.


Além do cardápio de brunch, também é servido almoço na casa todos os dias, mas como o que me levou até lá foi o brunch, acabei dispensando o almoço. O combo selecionado por mim e pelo Jonatha foi o Inglês (serve duas pessoas muito bem). Só posso dizer que comi o melhor bacon da minha vida! Acho que só pelo bacon já valeria comer este brunch todo domingo. Mas toda a comida estava maravilhosa.





Além da comida, é claro que o chá foi um dos pontos altos do almoço. Eu nunca havia tomado chá verde e resolvi lhe dar uma chance. Confiei na indicação e no gosto da nossa atendente e bebi o Marrakesh gelado. Este chá combinou maravilhosamente com a comida e vim embora querendo mais chá e bacon. Como disse o Jonatha, encontramos o nosso programa de domingo perfeito. Recomendo demais, mesmo para os que não gostam de chás (o Jonatha é um destes). Outras bebidas são servidas também, mas só pela comida já vale a pena conhecer o lugar.

domingo, 22 de novembro de 2015

#Terminei - A guerra de Clara - Clara Kramer

Daqueles livros em que durante a leitura, você leva vários socos no estômago.

Comprei este livro há um ano e me arrependo de ter demorado tanto tempo para lê-lo. Nele, somos apresentados à comunidade judaica de Zolkiew, na Polônia. Ali viviam aproximadamente 5 mil judeus em 1939. Entre estes muitos judeus, conhecemos Clara Schwarz e sua família. 

As notas de imprensa na contracapa do livro o comparam ao Diário de Anne Frank, mas pra mim, os dois livros são totalmente diferentes. O Diário foi publicado como fora concebido: o diário de uma menina judia escondida dos nazistas. Nunca houve tempo para revisão ou narrativas paralelas às escritas por Anne no período que viveu no Anexo. O livro da Clara passou por um processo diferente, pois a autora sobreviveu ao nazismo e à Segunda Guerra Mundial e escreveu o livro muitas décadas depois dos acontecimentos (o livro foi publicado em 2008). Com estas diferenças na temporalidade da escrita dos livros, outras diferenças acabaram sendo sentidas entre os dois, e estas diferenças me fizeram amar A Guerra de Clara. 

Neste livro, começamos a acompanhar as famílias Reizfeld-Schwarz desde setembro de 1939 - quando a Alemanha invade a Polônia. Acompanhamos o crescimento das crianças da família, os casamentos que ocorrem nestes anos, os nascimentos, as festas religiosas. A noção de comunidade judaica é muito bem impressa neste livro, o que difere muito do Diário de Anne Frank, pois neste livro vemos pouquíssimo do período pré-anexo na família Frank. Com esta diferença na escrita, a empatia e carinho pela família de Clara cresceu em mim naturalmente ao passo que avançava na leitura. 

As pessoas mais próximas a mim sabem que eu admiro demais a cultura e religiosidade judaica. Sempre admirei as festas, a simbologia por trás de cada ato, de cada palavra, e Clara Kramer me trouxe muito da intimidade das comunidades judaicas em seu livro e serei sempre grata por - apesar de ter muita dor a narrar - ela ter dividido os bons momentos em família e comunidade conosco.

Apesar de a Alemanha ter invadido a Polônia em 1939, até 1941 a cidade de Clara fica sob domínio soviético, quando os alemães tomam a cidade. Embora a vida dos judeus sob o domínio soviético já estivesse ruim, ela só piora com a chegada dos alemães. A cada nova morte que Clara descobre e pranteia com seus familiares, eu chorava também. Houve momentos, (um em especial, mas que não contarei pois ele só faz sentido em toda sua força dentro do livro) que comecei a soluçar de tanto chorar. O Jonatha parou o que estava fazendo para me acalmar. Depois de calma, expliquei e li o trecho para ele, e antes de terminar a leitura mal conseguia falar, pois estava em lágrimas de novo.

O livro tem uma escrita boa, que flui, mas nunca leve. É impressionante que embora eu saiba muito sobre o Holocausto, já tenha lido outras narrativas, cada nova história é A história. É viver tudo aquilo ao lado da outra pessoa. Este livro, com certeza, é uma das narrativas do Holocausto que merece virar um clássico. É lindo e triste, como todos os outros. Recomendo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Vida e correria.


Ando sumida, eu sei. A última postagem deste blog foi há mais de 2 meses, embora eu tivesse me comprometido comigo mesma a nunca mais deixar o blog sem texto novo por tanto tempo, mas eu tenho motivos. Podem parecer banais e pouco convincentes para você, mas são suficientes para mim.

O primeiro período de abandono crítico do blog ocorreu em 2013, ano em que casei e terminei minha graduação em história. Ano do meu primeiro emprego com carteira assinada também. Naquela época, ser casada era uma novidade desafiadora ainda. Saber cuidar de uma casa, intervalos bons para lavar roupa, variar o cardápio da alimentação. Além disso, tinha aulas na faculdade, trabalhos a fazer, uma monografia a escrever. Tudo isto me consumiu muito e o blog ficou de lado para eu cuidar de outras coisas.

Nestes dois últimos meses abandonei o blog por conta do processo seletivo do Mestrado em História da UFPR. O processo dura 4 meses no todo, desde a inscrição ao resultado final, mas a preparação começou muito antes, na verdade. Os primeiros textos relacionados com meu projeto de pesquisa eu li em janeiro deste ano. Meu ano foi todo dedicado ao processo seletivo do mestrado e à pós de Ensino Religioso que fiz, pois não consegui emprego como professora substituta este ano aqui no Paraná.

Ter um ano dedicado à estudar, a me aperfeiçoar foi muito bom. Quando terminei a graduação tinha certeza de que mestrado estava fora do meu alcance, mas minha orientadora da graduação não desistiu de mim e insistiu para que eu ao menos tentasse. E eu tentei. E hoje estou a um passo, uma etapa de ser uma mestranda ano que vem. Mas foi este processo que me consumiu nos últimos tempos. Foram muitas - muitas mesmo - horas de leitura e revisões, noites mal-dormidas por conta da ansiedade, momentos de crises de desespero por me achar burra e incapaz. Agora falta apenas uma etapa para este processo sofrido terminar. Claro que espero - e acredito - que o resultado será positivo, mas venha o que vier, poderei descansar.

Relendo o post, percebi que ele ficou confuso e sem sentido. Mas veio como um desabafo e tirada de pó daqui.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

#Terminei - O assassinato na casa do Pastor - Agatha Christie.

Segundo a Wikipédia, este é o primeiro livro da Agatha Christie em que vemos Miss Marple como a detetive da história. Miss Marple é uma senhora solteirona simpática e muito atenciosa, e por ter por hobby observar a natureza humana, consegue solucionar os casos, ou ao menos ajudar a polícia.

Neste livro vemos Miss Marple em seu ambiente natural, a pequena vila de St. Mary Mead. Como o próprio título sugere, o assassinato a ser investigado em questão ocorre na residência do Pastor da paróquia, o Mr. Clement. A vítima neste livro é o coronel de polícia Lucius Protheroe, um homem com poucos amigos na região por ser muito rigoroso no cumprimento da lei e pouco afável. Ele havia combinado de se encontrar com o Pastor na residência do mesmo e é assassinado no período em que espera a chegada do pastor.

Mais do que a solução do crime em si, o que mais nos chama a atenção, o que está mais latente ao longo do livro, é o estilo de vida na vila em que Miss Marple vive. Seus conhecimentos do ser humano são o fio condutor tanto desta narrativa, como também dos outros livros de Miss Marple que já li. Nos outros trabalhos, Miss Marple sempre se refere à sua St. Mary Mead e como cada pessoa, cada caso da vila influenciou o seu conhecimento do ser humano. Vemos neste livro como uma simples vila interiorana inglesa pode ser repleta de acontecimentos cotidianos interessantes e como as pessoas são influenciáveis na busca para ter as respostas corretas.

É um livro muito bom, que me prendeu desde o começo da leitura. São tantas variáveis apresentadas na história, que num certo ponto parece que o caso nem mesmo será solucionado. Vale muito a leitura.

Este texto foi postado originalmente em: http://crentassos.com.br/blog/2014/10/terminei-assassinato-na-casa-do-pastor-agatha-christie.html

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Sobre sexo.

Este texto não discutirá se sexo antes do casamento é pecado ou não. Para ter uma boa visão, sugiro que leia este texto do Cristiano Machado sobre o assunto. Concordo totalmente com tudo o que ele escreveu, então é minha opinião também. Eu quero mesmo escrever sobre sexo, o ato aqui.

* Masturbação
"Mas masturbação é pecado ou não?". Sinto informar que esta pergunta eu também não irei responder. Aposto que se você jogar no Google, vai encontrar vários textos falando sobre. Mas aqui eu quero falar não da masturbação individual, que busca prazer, mas sim de outros dois tipos de masturbação: a individual que busca conhecer o próprio corpo e aquela praticada durante as preliminares no seu companheiro(a).

Posso dizer que nunca gostei da noção da masturbação individual que busca o prazer próprio. Sempre achei ela vazia, falsa. Mas de um tempo para cá tenho lido sobre o conhecimento do próprio corpo e como isso influencia nossa vida sexual. E aqui entra a masturbação "exploratória" que eu quero te apresentar, e sim, falarei voltada muito mais para o público feminino. Conhecer o próprio corpo é antes de mais nada, importante para conseguir aceitá-lo. Não conheço uma mulher sem críticas à própria aparência, e nossas neuras e reclamações acabam por influenciar nossa confiança na hora H. Mas conhecer o nosso corpo também nos empodera, pois assim sabemos com o que nos sentimos mais confiantes e também onde gostamos de ser tocadas, beijadas, acariciadas...

Eu sei como dentro das igrejas a sexualidade é um super tabu, ainda mais a sexualidade feminina. Sei também que muitas mulheres aprendem dentro das igrejas que o corpo dela pertence ao marido e ela tem a obrigação de satisfazê-lo, mas o detalhe que muitas vezes é esquecido é que Paulo diz que marido e mulher pertencem um ao outro. O pertencimento aqui, na minha visão, pode sim incluir prazer na jogada. Homem e mulher se pertencem, se completam. Logo, o prazer de um é o prazer do outro. É bom dar prazer para o parceiro, ver que você é capaz de excitá-lo, etc, mas o prazer próprio é muito importante também. Na minha visão, sexo é sobre agradar o outro naquilo que você gosta/está disposta a fazer, mas também ficar satisfeita no final, e isso só é possível com confiança no parceiro para você dizer o que gosta, o que quer, etc... Portanto, mulheres, não temam! Seus maridos quiseram vocês e vocês estão juntos nesta empreitada, então sejam felizes. E isto tudo tem a ver com a "masturbação a dois", pois as preliminares do sexo são isso! Os momentos que antecedem o ato sexual em si são os momentos onde os companheiros se estimulam, se excitam. E esta masturbação é, ao meu ver, totalmente saudável. É parte importantíssima do sexo, portanto não deve ser tratada como tabu. É ali que os corpos se preparam, que os companheiros se agradam, e na minha visão, o momentos que mostra mais vontade de se estar ali, o empenho na relação. Se um dos dois só quer a penetração, sem se importar com todo o contexto envolvido no sexo, a relação não será boa.

* Sobre sensualidade e confiança
Amiga, esqueça todos aqueles artigos de revistas do tipo: "como agradar um homem", "como enlouquecer um homem na cama", "como ser sexy em n passos". O primeiro ponto para se sentir sexy é acreditar no seu corpo e aceitá-lo como ele é. A partir do momento que você entender e conhecer o próprio corpo, vem o segundo passo: seja você mesma. Se você é daquelas que acha uma lingerie de renda é sexy, use! Se acha que estar perfumada, com a pele macia, é ser sexy, cuide do próprio corpo e se mantenha assim. Há aquelas também que acham que ser sexy é mais um estado de espírito, e portanto aproveitam os momentos em que se sentem sexy para seduzir o companheiro. Cada uma destas táticas funcionará se você estiver agindo naturalmente. Agora, se você é daquelas que não gosta de lingerie sexy não adianta comprar o melhor e mais provocativo dos conjuntos se você estiver insegura usando-o. Ser sexy é antes algo interno do que externo, e quando você age naturalmente e se deixa levar pelo momento, a sua sensualidade vai aparecer. E NUNCA uso algo/faça algo que você realmente não gosta para agradar seu companheiro. O seu corpo é dele, okay. Mas o seu corpo é seu também. Nunca esqueça disto. Antes de ser uma mulher casada, você é uma pessoa com desejos e vontades próprias que também devem ser respeitadas pelo seu companheiro, e se ele é um companheiro mesmo, ele vai entender e achar outras formas de animar a relação de vocês.

Texto publicado originalmente em: http://crentassos.com.br/blog/2015/07/sobre-sexo.html