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sábado, 15 de junho de 2013

Inquisição sem fogueiras? ou como os jovens não se preocupam mais!

Tenho em minhas mãos um livro intitulado "Inquisição sem fogueiras: Vinte anos de história da Igreja Presbiteriana do Brasil: 1954-1974" e já na introdução do livro o autor João Dias de Araújo mostra como a União de Mocidade Presbiteriana Nacional foi desarticulada por se manifestar contra o contexto que o Brasil vivia desde a Ditadura da Era Vargas e questionar os problemas sociais do país e do mundo, como a Segunda Guerra Mundial. Como diz o autor "os jovens não tinham medo de criticar aquilo que achavam errado na Igreja e na sociedade" [página 36].

Não preciso dizer que logo muitos se levantaram contra estes que ousavam pensar e pior ainda, falar aquilo que pensavam, visando um país e uma igreja melhores. Tanto próprios membros da UMP [como chamarei a União de Mocidade Presbiteriana daqui em diante] como os líderes da IPB [Igreja Presbiteriana do Brasil]. Estes jovens eram vistos como subversivos, e seu jornal - segundo os jovens da UMP de Recife - perigoso por difundir ideias contrárias às defendidas pela IPB. E aqui eu me pergunto: lutar contra a desigualdade social, contra o analfabetismo da população e contra a guerra são coisas que vão contra os ideais e interesses de uma igreja cristã? Na década de 1960 parece que sim. Em maio de 1960, a Confederação Nacional de Mocidade Presbiteriana foi extinta.

E aqui entram os meus questionamentos atuais: Onde está a UMP brasileira, que nas décadas de 1950 e 1960 foi perseguida e levada à extinção por pensar, se manifestar e se posicionar frente aos problemas enfrentados dentro e fora da Igreja Presbiteriana do Brasil e hoje nem uma nota sequer lançou sobre os protestos que tem tomado conta do país inteiro? Será que a UMP não mais acha justo lutar pelos direitos do povo ou a extinção da mesma na década de 60 a fez virar um grupo encagaçado, com medo de represálias do sistema Presbiteriano? Ou será que a juventude presbiteriana, que outrora foi culta, intelectualizada e crítica, hoje se preocupa apenas se é legal fazer parte de grupinhos que prezam pela pureza sexual, mas não se preocupam com aqueles que passam fome, que são oprimidos e pisados pelo governo, com aqueles que não tem voz.

A alegria e orgulho que tomam o meu peito - e de tantos brasileiros e brasileiras - ao ver o povo acordando, se erguendo contra os abusos do nosso governo, contra a corrupção e a impunidade do nosso país, contra a truculência da nossa polícia e contra políticas que de públicas nada tem, hoje tem como companheiras a tristeza e a vergonha por ver um grupo que foi símbolo pela luta de um país e uma Igreja de Cristo melhores calado, escondido por trás de textinhos que discutem a maneira correta de namorar.

Queria ver a UMP Nacional unida para ajudar a melhorar o Brasil.

"O problema não é mais se dançar ou não dançar, se fumar ou não fumar é pecado, pois sendo Jesus nosso Senhor, estas coisas não tem mais poder sobre nós."
Paulo Wight - Mocidade
Jornal da Confederação Nacional da Mocidade Presbiteriana:1960

terça-feira, 11 de junho de 2013

Uma nova estação.

"Fica assim aqui perto, que o teu cheiro me faz seguro. Teu calor me protege e teu corpo me cura o vazio. [...] Gosto de te ver rindo, e da riqueza das coisas simples que guardo qual tesouros. E a beleza está em não ter pressa. Que corremos demais, meu amor, e é hora de parar, deitar na grama, falar só besteiras e rir da vida."

Essa letra do Dance of Days me foi companheira em momentos que estávamos distantes e a saudade apertava o peito. Foi companheira em momentos de tristeza e entre problemas que tornavam as coisas difíceis, as lutas mais duras.

Hoje de manhã, ao sentir teu cheiro quando vieste se despedir de mim, ouvi esta música em minha cabeça e a partir de agora ela está intrinsecamente ligada a momentos de alegria, de amor e felicidade. 

Parece agora que a tristeza não cabe mais entre nós.

domingo, 12 de maio de 2013

Mães.



São aquelas que nos amam incondicionalmente, se preocupam com nossas escolhas e com nosso futuro, que demonstram seu amor até mesmo nos momentos de ira e quando brigam conosco. São as mulheres mais fortes que conhecemos, que nos inspiram a sermos pessoas boas, dignas, amáveis. São aquelas mulheres que nos ensinam em cada ato, em cada palavra, em cada carinho. Aquelas em quem procuramos abrigo para curar uma decepção ou esquecer uma dor. Aquelas também que corremos abraçar nos momentos de maior alegria.

Como se uma desta já não fosse suficiente, Deus me deu duas incríveis mulheres como mães. Ambas de sangue, amor e coração.

Amo vocês.

domingo, 28 de abril de 2013

Espelho de Ojesed.

"Olhou para o espelho outra vez. Uma mulher parada logo atrás de sua imagem sorria e lhe acenava. [...] Era uma mulher muito bonita. Tinha cabelos acaju e os olhos - os olhos são iguaizinhos aos meus, Harry pensou, acercando-se um pouco mais do espelho. Verde-vivo - exatamente do mesmo formato, mas então reparou que ela estava chorando, sorrindo, mas chorando ao mesmo tempo. O homem alto, magro, de cabelos negros, parado ao lado dela abraçou-a. Usava óculos e seus cabelo era muito rebelde. Espetava na parte de trás, como o de Harry.

Harry estava tão perto do espelho agora que seu nariz quase encostava em sua imagem.
 - Mamãe? - murmurou. - Papai?

Eles apenas olharam para ele, sorrindo, e lentamente Harry olhou para os rostos das outras pessoas no espelho e viu outros pares de olhos verdes iguais aos seus, outros narizes como o seu, até mesmo um velhote que parecia ter os mesmos joelhos ossudos que ele - Harry estava olhando para a sua família, pela primeira vez na vida.

Os Potter sorriram e acenaram para Harry e ele retribuiu o olhar, carente, as mãos comprimindo o espelho como se esperasse entrar por dentro dele e alcançá-los. Sentiu uma dor muito forte no peito, em que se misturavam a alegria e uma terrível tristeza.

Quanto tempo esteve parado ali, ele não sabia. As imagens não esmaeceram e ele continuou mirando-as até que um ruído distante o trouxe de volta ao presente. Não podia ficar ali, tinha de encontrar o caminho de volta para a cama. Com esforço, desviou os olhos de sua mãe, sussurrando "Eu volto" e saiu do aposento."

Harry Potter e a Pedra Filosofal - J. K. Rowling

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Um pouco de sabedoria..

"Se mais de nós dessem mais valor a comida, bebida e música do que a tesouros, o mundo seria mais alegre."

O Hobbit - J. R. R. Tolkien