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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Aquela velha conhecida.

Não sabia de onde toda esta tristeza tinha vindo. Só sabia que ela havia chego e tomado lugar dentro do seu peito, como uma velha conhecida, de tempos frios e sombrios. Nem mesmo o sol do lado de fora de sua janela aquecia o seu peito naquele dia triste. Parecia que muita coisa boa que havia dentro dela fora sugada, roubada de si, mas na verdade era que muita coisa triste havia entrado nela, e hoje ela só tinha solidão. Passou horas tentando entender como aquilo voltara, como esta tristeza apareceu de maneira tão repentina e violenta, e chegou a uma conclusão: foram decepções demais no últimos tempos, notícias preocupantes nos últimos dias e tudo isso lhe tirou a paz e a alegria. Mas ela sabia que não podia se entregar, não podia permanecer assim. Sua dor machucava pessoas que ela ama muito, e por isso precisava reagir, embora ela ainda não soubesse como, ou se teria forças. 

Por mais que não soubesse o que fazer, resolveu tomar um banho, para esfriar a cabeça e torcer para a tristeza ir embora, junto com a água que lavaria seu corpo. Era melhor do que ficar definhando na cama, tendo pensamentos cada vez piores e mais tristes. Isso, ela já sabia bem, só a arrastaria ainda mais fundo, e não era esta a sua vontade.

Talvez uma tarde de sol, deitada na grama de um parque ao lado do seu amor lhe restabelecesse suas forças e alegria. Talvez só uma boa notícia, um sorriso amigo o fizessem também.

Podia não estar feliz nem esperançosa neste momento, mas decidiu lutar pela esperança, lutar para acreditar que as coisas ficariam melhores, pois isto era o melhor que ela poderia fazer para deixar a velha conhecida no lugar dela, no passado.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Desabafo de uma alma desesperada.

Hoje a vontade é chorar e chorar. Chorar o dia todo, para ver se toda a tristeza, toda a decepção que se instalou ali dentro vai embora, escorre pela pia do banheiro onde ela está debruçada. Não consegue entender os problemas frequentes, os poucos dias de tranquilidade, os problemas que vão e voltam. Parecia que toda vez que resolviam um problema na vida deles, outros três apareciam no lugar, e ela estava cansada, sem forças e sem fé para continuar de pé. 

Por mais que ela busque e tente acreditar que as coisas melhorarão, hoje ela não consegue mais ter fé e esperança. Talvez amanhã ela acredite nas coisas boas de novo. Hoje ela só vê cinza e frio no mundo, porque é isso que tem dentro dela.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Noite em meu peito.

Estou num tempo de decepção comigo mesma.

Penso demais em alguns momentos, e em outros, em que devia deixar a razão ganhar, deixo-me levar por meus impulsos egoístas e pequenos.

Parece normal eu começar a magoar as pessoas que passam tempo demais comigo, e isso faz com que eu sinta nojo de mim mesma. Eu não quero ser esta pessoa. 
Eu cansei de ferir e fazer chorar. 

Eu cansei de mim, e por mais que eu me esforce em melhorar, temo que chegue um dia em que as outras pessoas se cansarão também.

Não quero mais escrever por hora. Não tenho coisas bonitas e alegres para falar, porque dentro de mim se fez noite de novo.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Until the very end.

" - Estou prestes a morrer.
[...]
Tiago tinha exatamente a mesma altura que Harry. Usava as roupas com que morrera, e seus cabelos estavam descuidados e arrepiados, e os óculos tortos como os do sr. Weasley.
Sirius estava alto e bonito e muito mais jovem do que Harry o vira em vida. Andava com uma elegância natural, as mãos nos bolsos e um sorriso no rosto.
Lupin estava mais jovem também, e muito menos desleixado, e seus cabelos eram mais bastos e mais escuros. Parecia feliz de voltar a este lugar familiar, cenário de tantas divagações na adolescência.
O sorriso de Lílian era o maior. Ela afastou os longos cabelos para as costas ao se aproximar, e seus olhos verdes, tão semelhantes aos dele, examinaram seu rosto vorazmente, como se nunca tivesse tido tempo de olhá-lo o suficiente.
 - Você tem sido tão corajoso! 
Ele não pôde falar. Seus olhos se banquetearam nela, e lhe ocorreu que gostaria de ficar parado, contemplando-a para sempre, e que isto seria suficiente. 
 - Você está quase chegando - disse Tiago. - Muito perto. Estamos... tão orgulhosos de você.
 - Dói?
A pergunta infantil escapara dos lábios de Harry antes que ele pudesse contê-la.
 - Morrer? Nem um pouco - respondeu Sirius. - Mais rápido e mais fácil do que adormecer. 
 - E ele vai querer que seja rápido. Quer terminar logo - disse Lupin.
 - Eu não queria que você tivesse morrido - disse Harry, as palavras saindo involuntariamente. - Nenhum de vocês. Sinto muito...
Ele se dirigia mais a Lupin do que a qualquer dos demais, súplice.
 - ... logo depois de ter tido um filho... Remo, sinto muito...
 - Eu também sinto. Lamento que nunca chegarei a conhecê-lo... mas ele saberá por que morri, e espero que entenda. Estive tentando construir um mundo em que ele pudesse viver uma vida mais feliz. 
Uma brisa gelada que parecia emanar do coração da Floresta ergueu os cabelos da testa de Harry. Sabia que eles não o mandariam ir embora, que isto era uma decisão dele.
 - Vocês ficarão comigo?
 - Até o fim - respondeu Tiago.
 - Eles não poderão vê-los?
 - Somos parte de você - disse Sirius. - Invisíveis a todos os outros.
Harry olhou para a mãe.
 - Fique perto de mim - disse baixinho."

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ao te magoar.


Não tem como não sonhar com a vida toda ao seu lado, com as crianças e carinhos. Mas não teve como não temer a sua ida após alguma discussão. Não é fácil conviver comigo, porque sou chata, mandona, e tudo deve ser do meu jeito. Irrito-me facilmente, e muito difícil fica desfazer a cara amarrada.

Não quero nunca te perder. Quero te fazer feliz porque tu és o maior presente que Deus poderia ter me dado, tu és muito melhor do que eu mereço, e com isso temo sim, não ser capaz de te fazer feliz. Mas eu estou aqui, implorando para que tu fiques ao meu lado, e que não desistas de mim, como tantas outras pessoas já fizeram.

Não esqueça nunca que "você é a melhor coisa que já foi minha.." e eu quero te cuidar e fazer feliz, hoje e sempre.

Precisava pedir o teu perdão, porque sem ele eu não teria paz.

Eu te amo.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sutilmente.


"E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace.
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe."

Essa música tocou em tantos momentos especiais. Mas ainda sentia medo que nos seus momentos de loucura, ele se afastesse subitamente, e descubrisse que não quer mais voltar.

Ela espera sempre de braços abertos por tê-lo de volta.
Espera o carinho e o amor.

Espera o calor e o perfeito encaixe que eles são.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sem querer te machucar.

Quero nunca te ver triste, pois a tua tristeza dói em mim. Dói ver-te assim tão triste, de semblante tão pesado. Dói me ver impotente ao lado teu, sem nada poder fazer para aliviar teus problemas e dores.

Tenho vontade de brigar, bater, gritar para o resto do mundo que machuquem a mim, mas nunca a ti. A minha dor é tolerável, aceitável. Convivo com algum tipo de dor sempre, então isso não me assusta mais, mas só quando ela é minha. A tua dor é inadmissível, dilacerante e insuportável. A vontade de fazer sofrer quem te machuca é grande, acredite. Mas só quando o sofrimento deles não dói em ti também.

Quero pegar tua mão e afagar teus cabelos.
Fazer carinho em teu peito até te ter embalado em sonhos bons, livre de dores e problemas. Quero teus olhos vivos e felizes.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Tropeçando em outros erros.

"Tell me that you'll open your eyes..."

Eu queria saber se você descobriu a verdade, se você finalmente encontrou seu caminho. Você já sabe que trilha seguir na sua vida?

Ainda me preocupo contigo, mesmo depois de todos esses anos que nos separam.Olho para a época em que podia segurar a tua mão, e sinto que eu devia ter agido de maneira dierente. Talvez eu devesse ter dado mais amor e compreensão a você. Ou talvez eu devesse ter ido embora antes de que você gravar a minha imagem e a minha presença na memória.

Talvez você estivesse bem sem mim hoje.. talvez você fosse alguém melhor, e menos parecida comigo em meus defeitos.

sábado, 19 de junho de 2010

Perdido em outros passos.

"desate o nó / que te prendeu / a uma pessoa que nunca te mereceu / desate o nó / que nos uniu / num desatino / um desafio / ando só / como um pássaro voando / ando só / como se voasse em bando / ando só / pois só eu sei andar / sem saber até quando / ando só"


Eu ando só pois só eu sei andar. Sei caminhar sem me preocupar com outro alguém, com outros passos e outro ritmo. Ando só pois só eu sei andar. Ninguém sabe andar comigo, ninguém entende por onde já passei, o quanto já fiz e vivi.

Sem saber até quando, eu aguento andar só, e só andar. Não tenho motivos para mudar o ritmo da minha caminhada. Não tenho porquê transformá-la em corrida, ou até mesmo um motivo para dar uma parada.

Não tenho motivos para mudar meu semblante, mudar meus pensamentos. Estes, na verdade, quase não mudam. Eles quase não existem.

Andar não requer pensar. Andar só requer menos pensar ainda.
Não me preocupo com ninguém.

Eu não amo ninguém.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Cliche adeus.

"Quando aconteceu? Não sei /Quando foi que eu deixei de te amar? / Quando a luz do poste não acendeu / Quando a sorte não mais soube ganhar / Não.. / Foi ontem que eu disse não.. / Mas quem vai dizer tchau?"

A gente não percebeu a luz do corredor fraquejando, não percebeu que apostas estavam sendo feitas, mas que perdíamos uma após outra. Não vimos o amor escorrer por entre os dedos e virar mágoa, virar amargo.

Aconteceu que o respeito do começo, o fogo da paixão avassaladora se consumiram, deixando cinzas, que deviam durar, que deviam exercer a função da lenha em brasa.
Mas cinzas não aquecem!
Cinzas apenas espalham-se como poeira, fazendo-se de difícil na hora de limpar, complicando a hora de fechar a casa nossa para a venda.

Nenhum de nós vai morar lá, onde rimos e tanto fizemos chorar.
Passá-la a outros, que talvez usem a lareira sabiamente. Passar a quem ame.

Foi ontem que eu disse não, e hoje que digo tchau.

domingo, 23 de maio de 2010

A última gota de...


A última taça de vinho da noite. A última unha intacta. E de intacto só restava isso. O coração estava em pedaços. As mãos ansiosas queriam destruir tudo o que estava ao alcance. O coração estava dilacerado.

Nao entendia porque ele a abandonou, porque foi embora. Quando chegou em casa a garrafa estava aberta sobre a mesa. A garrafa do vinho precioso que compraram juntos num leilão. Eram duas: uma bebida no casamento, e esta, sobre a mesa, que deveria ser aberta nas Bodas de Prata.
Mas ele a abriu. Ele a deixou.

Ela entendia que ele de fato tinha ido embora não pela ausência de suas roupas no armário, livros e cds na estante, mas pela garrafa de vinho violada. Ele bebeu uma taça apenas, pela quantidade que faltava.
Agora ela bebia a última taca que restava.

sábado, 8 de maio de 2010

O Rock Acabou, mas e o amor?!

"Está tudo bem, acho que sempre foi assim."
Aquela música começou a tocar na rádio e ele não tinha como deixar de ouvir. A música que era capaz de penetrar o salão trancado do seu coração, salão qual ele jogou tudo que era capaz de lembrá-lo daquela pequena indomada dos cabelos de fogo.

Seu tormento começou com os acordes da canção, porque não queria deixar que sua saudade, suas lembranças o tomassem, mas elas vinham como ondas sucessivas e ele se via mergulhado nelas. Mal tinha tempo para respirar e outra lembrança o abraçava, tal qual ondas do mar agitado.

"Eu corro contra a luz, Eu fujo sem entender"
Não havia para onde simplesmente fugir. O tormento estava dentro dele. O amor mal resolvido, o silencio incurado. Se arrependia de não ter falado mais, não ter implorado pra que ela ficasse, pra que eles tentassem.

Ele não sabia mais amar. Não a outro alguém. Seu amor ainda era dela, embora isso não fizesse diferença alguma pra ela. Nem sabia mais dele. Por onde andava, com quem falava, o quanto bebia. Sua vida seguiu.

"Dorme aqui."