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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sempre você.

Confesso que não escolhi me apaixonar por você. Quando pensei nesta possibilidade, percebi dentro de mim que ela já era realidade. Mas confesso também que se de novo a vida me fizesse escolher, a escolha seria você, e sempre você, até o fim de meus dias. Confesso que não planejei cair de amores por você tão logo, mas quando percebi era só em teus braços que eu encontrava descanso. Não planejei me deixar levar por tantos sonhos, mas quando percebi já sonhava um futuro azul ao teu lado. Sempre sonhei um amor impossível, daqueles de filme, com pausas trágicas na relação e beijos na chuva, e ganhei uma história incontável, um amor imensurável e chocolates embaixo da coberta. Seus talentos, desenhos e gostos me dão uma graça e cores novas à minha vida todo dia. Confesso que teu sorriso faz meu coração saltar e teus carinhos me tiram o ar e o chão. Confesso que sozinha eu não tenho mais força para coisa alguma, e que teu peito é meu porto seguro. Confesso que sem ti não sei mais de mim.

                                                                                 Sem ti eu não vivo.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Como a palma da sua mão.

Os seus sorrisos já não passavam despercebidos, nem seus olhares ficavam sem a correta interpretação. Era fácil demais ser lida por ele. A todo momento, mesmo quando queria esconder o que se passava dentro dela, lá estava ele, com seu olhar já treinado, pronto a analisá-la de cima a baixo, com olhos de águias e sensibilidade de um romântico.

Nada lhe escapava. Às vezes, é verdade, não conseguia distinguir o quê a afligia, mas mesmo assim sabia haver algo. Sentia através dos olhos que perdiam momentaneamente o brilho, ou pelo sorriso que sumia vez ou outra.

Ela não se importava quando diziam que a rotina era perigosa. 
Sonhava todos os dias com a rotina que se seguiria daqui um tempo na vida deles. A melhor rotina que ela poderia desejar. Tê-lo a olhá-la todos os dias, cuidando-a e a amando.

sábado, 2 de outubro de 2010

Mãos em brasa.

Lentamente seus olhos pousaram sob as mãos delicadas com as unhas sempre feitas e seu peito encheu-se de um calor sentido todos os dias desde o início do namoro. Foram as mãos, as suas e as dela, que aproximaram os dois. Um carinho pincelado com sorriso, um brilho novo nos olhos com uma chama intensa no coração.

Olhar para seu ritual matinal era algo hipnotizante. Sabia exatamente como ela seguraria o açucareiro, com que mão seguraria o pão e a faca, e até  a expressão de semi-acordada que ela transmitia logo cedo. Lembrava então dos olhos de contorno azul no instante do tchau mais difícil, mas pensar nisso trazia consequentemente o "oi" e do abraço mais esperados. Voltava a emoção da primeira vez que acordou e logo em seguida pôde mergulhar nos olhos cor de caramelo. Fora uma manhã fria de sol. Era o inverno deles.

Tudo começara de um contato das mãos, que quando se tocaram, uniram dois corações machucados e adormecidos, que apenas precisavam de calor para despertar. E o contato trouxe todo o calor necessário.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sea of love.


"Faz muito tempo que não tenho o que dizer..."

Já era quase uma da manhã e a noite estivera fria. Senti muito frio nos últimos dias, e também certa insegurança. As nuvens tomaram meu céu, não me permitindo ver que eram quase sete da manhã e o dia brilharia... mas...

Tudo mudou.
Ouvi palavras que serviram para abrir meu horizonte, que levaram meu coração a se aquecer.

Os faróis azuis da cor do céu piscaram, guiando meu caminho. O sorriso como o mar em dia calmo, manso e suave me deu várias certezas. As mãos suaves como brisa de primavera acalentaram meu coração.

Pude saber que estava no caminho certo. Pude ter certeza, enfim, que minha vida começava. Não como sempre sonhei,

Mas muito melhor.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ecoando o silêncio.

No rosto o mesmo sorriso de sempre. Nos passos pelo corredor sinuoso, distribuía sorrisos de bom dia, por mais que o seu não estivesse assim tão bom. 

Se esforçava diariamente para que - se pelo menos não fosse desejada - ao menos não fosse tão inconveniente assim.

Seguia sua rotina, cumpria suas funções, tentava fazer tudo da maneira certa. E mesmo assim só via as coisas sendo mais difíceis para si do que pros outros.

Cansou.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Na roda, na ciranda.

Um sorriso brincou no canto dos lábios.
Um brilho novo mas também conhecido apareceu no olhar.
A mesma irregularidade na respiração, a mão trêmula, o coração acelerado e a vontade de dançar.

Os pés estavam agitados. Estavam no mesmo ritmo que o coração. Tinha um sonho tão nítido à sua frente que quase podia alcançá-lo.
A felicidade lhe batia à porta, e queria entrar. Sabia-se que seria permitida a sua entrada.
Agora já era certo que queria ser feliz, finalmente achava que merecia a tal alegria de viver.

A felicidade lhe tomou pela mão e guiou uma ciranda sob um céu de lua crescente, não mais a cheia. Outrora a lua cheia foi sua fase favorita, mas agora a lua crescente, a idéia de começo, de surgimento que lhe encantava muito mais.

Em seu peito crescia sua alegria, sua força por viver.

domingo, 15 de agosto de 2010

24.



Cometi tantos erros. Acordei tantas vezes ao longo da noite e senti falta de ar tantas vezes. Precisei de segundas chances mais de dez vezes. Bati minhas pernas uma porção de vezes, e com isso ganhei vários roxos.

Machuquei tantos corações. Vi o meu sangrar outras tantas. Sorri quando quis chorar. Chorei de alegria e emoção. Corri na chuva em busca de respostas, mas também me escondi embaixo das cobertas com medo dos trovões.

Comecei Dorian Gray algumas vezes e nunca o terminei. Li O Morro dos Ventos Uivantes tantas vezes que elas são incontáveis.

Me afastei de Deus algumas vezes, mas nunca estive sozinha. Quis fugir dEle um par de vezes, mas sempre corri de volta para Seus braços.

Passei noites incontáveis sonhando com um amor de filme, olhando para a lua. Hoje olho para ela e me lembro do meu amor maior do que os de cinema.

Dediquei inúmeros textos a fatos tristes. Acumulei muitas mágoas. Sangrei.

Hoje sorrio e sou feliz como nunca sonhei ser possível.
Sou amada e amo também.
E durante esta escrita, ouvi várias vezes 24 do Switchfoot.

"Spirit, take me up in arms with You..."

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Monocromático? Agora verdadeiro.

O sorriso havia sido pintado no rosto. Estava ali todos os dias.
A sensação de família feliz, pai, mãe e irmãos. Sorrisos pintados.

Estava desbotando. O quadro perfeito não estava guardado num museu, com proteção da luz, umidade, mofo. As lágrimas molhavam o quadro. A cor estava escorrendo pela tela, manchando a moldura.

Manchas não só de tinta. O mofo também manchava.
Mas não tinha como abrir a janela pra que entrasse sol, entrasse calor.

O sorriso pintado se desfez. Mas por trás dele não apareceu um rosto triste. Depois que ele se desfez, pode-se olhar para aquele rosto e ver um sorriso verdadeiro. Havia um motivo muito maior para sorrir. Havia a sua família agora. Começando, é verdade. Mas esta seria sua, e seria feliz.

domingo, 18 de julho de 2010

Desse jeito.

No meio ao caos, encontrei teu sorriso iluminando meu caminho, dizendo que não estava a brigar comigo, e sim que só queria me ver mais leve. Tuas mãos tentaram tirar o peso dos meus ombros, tuas palavras foram bálsamo pro espírito cansado.

Vi-me cansada de tudo ao meu redor, perdida e confusa e você me piscou, com muito significado por trás de seus longos cílios que emolduram seus belos olhos azuis. Tive paz então.

Meus pés ficaram gelados e você os segurou com suas mãos sempre quentes, até que eles esquentassem também. Um arrepio de frio passou por meu corpo, e prontamente seu braço estava ao redor de minha cintura, dando-me calor.

Meu coração foi preparado ao longo dos anos para um amor maior que eu, e então você me sorria com olhos intensos, dizendo pra eu tomar a trilha que se abria à nossa frente, um caminho a ser seguido a dois; nós dois.

Você está sempre na hora certa, no lugar certo, com a atitude certa.
Você é o certo pra mim.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Live in someone else's dream.


"And you didn't know what to do..."

Como fazer uma escolha sensata se de ambos os lados você encotra mãos estendidas à você? Qual par de mãos, de olhos, qual sorriso e qual caminho escolher, Cath?

Os olhos piscam mandando sorrisos e lágrimas por vez ou outra.
Sorrisos e lágrimas que indicam caminhos percorridos, histórias já vividas.
Abrem também novos caminhos. E ela não sabe qual deles escolher, qual deles é melhor.

Cath, you need make a choice.

Cath,
escolha seguir um caminho.

Ou desista dos dois.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sobre verdades e coragem.

"Ela passou do meu lado
Oi, amor - eu lhe falei.
Voce está tão sozinha
Ela então sorriu pra mim.
Foi assim que a conheci."

Porque se eu não tivesse seguido o simples ímpeto de lhe chamar, de lhe passar uma cantada qualquer, aquele sorriso não teria saído. Não teria atingido meu coração.

Meu coração estaria intacto, inalterado. Encontraria-se como foi por longos anos de solidão acompanhada. Nunca fiquei muito tempo sozinho, mas nunca me sentia acompanhado. As mãos que segurei nunca eram quentes o suficiente para aquecer meu coração congelado.

Fui intragável durante longo período. Chato, anti-social, descarado e desbocado.
Isso sempre me fez alvo de duras críticas. Mal visto por olhos femininos. Olhares atentos, procurando com a mesma dedicação o carinho, a delicadeza quanto o egoísmo, a falta de gentilezas galanteadoras.
Nunca fui de mandar flores só por mandar. Elas tinham que ter motivo. O romantismo nunca foi motivo pra mim. Assim fui assustando o público alvo, as afastando..

Mas aquele sorriso aconteceu. E ele atingiu meu coração.
Não sei qual foi a intenção dela ao me sorrir daquele jeito. Talvez a mesma que eu quando a chamei. Apenas se divertir um pouco.

Deeus, como pode, como é possível que tudo tenha mudado de forma tão brusca, de forma tão permante?
Duas semanas foram mais do que suficientes para eu me ver perdidamente apaixonado. O romantismo é mais que motivo. Ela é o meu motivo. Para flores, músicas, sorrisos e vida!
Não tenho mais saída.