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terça-feira, 21 de junho de 2011

Café forte.

Nestes dias de angústia e cansaço, o que precisava constantemente, era de uma xícara de café forte e quente. Precisava de muitas coisas nestes dias, mas algumas estavam inacessíveis, distantes dela, e vazio e o frio no peito amenizavam com a xícara branca com balões em formato de coração em suas mãos, quente graças ao calor da bebida que lhe instilava um ânimo momentâneo, efêmero.

O cheiro ia tomando a casa enquanto o café, forte como sempre, ia sendo preparado. O cheiro ia tomando o peito, e ao mesmo tempo que dava alívio, dava aquela sensação de casa, a fazia desejar a sua casa, que parecia tão distante. A sua casa tão sonhada.

O desejo nestes dias de cansaço era acordar ao final do período conturbado, de ver o amado deitado, dormindo serenamente ao seu lado embaixo das cobertas, enquanto ela atualiza as leituras necessárias, com a luz do abajur acesa. O desejo é vê-lo saudável e sorridente de novo, renovado, como alguém que tomou sua xícara de café ao final de um longo dia gelado.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Entre cafés e beijos.

Chegara em casa com pilhas de provas a corrigir e livros a ler pendurados em seu ombro e sacolas do mercado pendendo de suas mãos. Estava exausta. Soltou as sacolas na mesa da cozinha e foi até o banheiro lavar as mãos, que era seu rito quando chegava em casa. Voltou então descascar os ingredientes para o jantar: para ela seria sopa e para ele carne com batata frita.

Enquanto os legumes e verduras cozinhavam, tomou seu banho e organizou o cronograma de tarefas do dia. Aproveitaria que ele chegaria tarde devido a um novo projeto em que estava envolvido e colocaria todas as coisas em dia, para ter todo o tempo do mundo para ele durante o final de semana.

Terminou sua refeição e se aninhou em suas cobertas com a sempre presente xícara de café e começou a trabalhar... 
       de repente sentiu um movimento suave tirando o livro de suas mãos e o óculos de seu rosto. Adormecera sem perceber. 

Recebeu um beijo carinhoso de seu esposo, que então a tomou em seus braços para levá-la descansar..

quinta-feira, 31 de março de 2011

Heart beats.


"And I just want to stay with you
In this momento forever, forever and ever."

Estava posta para dormir quando em algum rádio distante começou a ecoar esta música através das paredes de seu quarto. No momento em que ouviu a primeira palavra da boca do Steven Tyler seu coração se apertou, fechando-se em toda dor que a distância e a saudade podiam causar. Como dizia a letra nem os sonhos mais doces eram capazes de substituir a presença de quem ela queria dividindo a coberta e o travesseiro. 

Não sabia quando voltaria a contemplar aqueles olhos brilhantes, nem quando as batidas do coração dele voltariam a ritmar o seu próprio.

Ela só conseguia lembrar neste momento de angústia de quando ele dormiu angustiado nos braços dela, sofrendo pela separação que se aproximava, e desejava com toda a sua alma ter a chance de vê-lo dormindo sonos tranquilos o resto da vida dela. 

Quando juntos ficassem novamente, nunca mais se separariam.

sábado, 5 de março de 2011

Coberta e carinho.

Naquela manhã acordou bem mais tarde do que o normal. Não iria trabalhar. Ficou de preguiça deitada na cama, ouvindo os carros passarem pela rua, sentindo o calor das cobertas e dos pés de seu amado, que mesmo no frio eram sempre quentes. Deu-lhe um beijo de bom dia bem suave, para não acordá-lo, já que ele deitara tarde, mexendo em coisas para ela, e levantou. Naquela manhã por algum motivo qualquer não queria tomar sua xícara de café. Preferiu um chocolate quente. Sentiu que se seguia um tempo de preguiça, um tempo de ficar em casa, debaixo das cobertas namorando e rindo. Sentiu que seria muito feliz ao seu lado, pra sempre.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sempre você.

Confesso que não escolhi me apaixonar por você. Quando pensei nesta possibilidade, percebi dentro de mim que ela já era realidade. Mas confesso também que se de novo a vida me fizesse escolher, a escolha seria você, e sempre você, até o fim de meus dias. Confesso que não planejei cair de amores por você tão logo, mas quando percebi era só em teus braços que eu encontrava descanso. Não planejei me deixar levar por tantos sonhos, mas quando percebi já sonhava um futuro azul ao teu lado. Sempre sonhei um amor impossível, daqueles de filme, com pausas trágicas na relação e beijos na chuva, e ganhei uma história incontável, um amor imensurável e chocolates embaixo da coberta. Seus talentos, desenhos e gostos me dão uma graça e cores novas à minha vida todo dia. Confesso que teu sorriso faz meu coração saltar e teus carinhos me tiram o ar e o chão. Confesso que sozinha eu não tenho mais força para coisa alguma, e que teu peito é meu porto seguro. Confesso que sem ti não sei mais de mim.

                                                                                 Sem ti eu não vivo.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Na falta de palavras, falo mais ainda.

A cama quando se deitou estava extremamente vazia. Sentiu frio e não havia meio que pudesse aquecê-la naquele momento, porque depois de tantas horas seguidas imersas no calor do colo dele, estar sozinha só faria sentir frio, sentir medo.

Ouviu do lado de fora a chuva. Sentiu seu corpo se arrepiar de frio e teve de aceitar que além da ausência que ela teria de superar nesta noite, teria também que enfrentar um de seus medos. Aguentaria a chuva, os raios e trovões. Fingiria para si mais uma vez.

Apesar do som da chuva e do barulho incômodo dos raios, seus quarto, sua noite estavam silencioso demais. Não havia a respiração lenta e profunda que a embalara na noite anterior, nem tampouco as batidas daquele coração que tanto lhe importava. Ele possuía o melhor som do mundo, e era responsável pela vida do ser que lhe inspirava todo o amor que havia dentro dela.

O cheiro da sua coberta pela primeira vez remetia seus pensamentos para o cheiro mais doce, suave, envolvente e entorpecente. O cheiro que anestesiava e causava arrepios. O cheiro que lhe inspirava razão para acordar, levantar, persistir. Tudo hoje tinha outras razões. Tudo hoje tinha outra cor.

Cores mudadas, cheiros importantes e embriagantes, calor aconchegante.
A vida em si era outra.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Dias como hoje.

Definitivamente odeio chuva.
Odeio molhar o pé e ter que ficar com eles neste estado o dia todo. Odeio pessoas que fecham totalmente as janelas do ônibus, fazendo com que eu respire um ar sujo, viciado, usado e descartado por todos ao meu redor.

Odeio goteiras de calha das lojas, que derramam em nós aquelas água suja sabe Deus do que. Odeio poças e calçadas com pedras soltas, que quando a gente pisa, levantam e espirram água lamacenta em nossas calças e tênis.

Odeio o mau-humor além do comum que se instala em mim em dias de chuva. Todo dia de chuva eu queria estar embaixo das cobertas, vendo um bom filme. Aliás, acho que em dias de chuva todo mundo devia ter o direito de ficar em casa com uma coberta gostosa, um bom filme e uma companhia prazeirosa.

Odeio ter que sair de casa com guarda-chuva e carregá-lo molhado o dia todo, pois precisamos dele, mesmo que ele não impeça com que molhemos nossos pés e barras de calça, nos deixando à mercê do frio o dia todo. Raios, trovões e céu preto em pleno dia me assustam, fazendo com que eu pareça uma criança.

Sinto falta da nossa cama e televisão em dias como hoje. Sinto falta de você como nunca.

domingo, 15 de agosto de 2010

24.



Cometi tantos erros. Acordei tantas vezes ao longo da noite e senti falta de ar tantas vezes. Precisei de segundas chances mais de dez vezes. Bati minhas pernas uma porção de vezes, e com isso ganhei vários roxos.

Machuquei tantos corações. Vi o meu sangrar outras tantas. Sorri quando quis chorar. Chorei de alegria e emoção. Corri na chuva em busca de respostas, mas também me escondi embaixo das cobertas com medo dos trovões.

Comecei Dorian Gray algumas vezes e nunca o terminei. Li O Morro dos Ventos Uivantes tantas vezes que elas são incontáveis.

Me afastei de Deus algumas vezes, mas nunca estive sozinha. Quis fugir dEle um par de vezes, mas sempre corri de volta para Seus braços.

Passei noites incontáveis sonhando com um amor de filme, olhando para a lua. Hoje olho para ela e me lembro do meu amor maior do que os de cinema.

Dediquei inúmeros textos a fatos tristes. Acumulei muitas mágoas. Sangrei.

Hoje sorrio e sou feliz como nunca sonhei ser possível.
Sou amada e amo também.
E durante esta escrita, ouvi várias vezes 24 do Switchfoot.

"Spirit, take me up in arms with You..."