Páginas

Mostrando postagens com marcador nostalgia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nostalgia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A gente cresceu.


A alma chegava a doer quando ouvia esta música. Era como se a vida lhe jogasse na cara tudo o que ficou pelo caminho ao crescer. Lembrava das tardes e manhãs preguiçosas, quando era nova, as preocupações poucas e os amigos muitos. Podia não ter a Praia do Pinhal para lhe fazer lembrar de tudo o que passou em sua vida, mas tinha tantas memórias, fotos e saudade dentro de si.

Via quando seus antigos amigos saiam uns com os outros, e ela se culpava por tê-los perdido, ter afastado-os de sua vida. Quando percebeu que a gente cresceu, sua alma desejou voltar a tê-los consigo, por mais difícil que isso parecesse de ser conseguido. 

Enquanto Pinhal toca ao fundo, ela volta à memória, lembrando de risos, amizades e histórias que viveu com tanta gente, que sim, seu coração se aperta de saudade e nostalgia, mas ao mesmo tempo ela não mudaria o estado de felicidade em que vive hoje, com alguém que durante um tempo esteve ali, perto na sua maneira .

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Entre tricôs, crochês e lembranças.

Sentou-se confortavelmente no sofá da sala, então calmamente colocou seus óculos e pegou as agulhas de tricô. Para ela, tricotar era uma terapia, mesmo que soubesse fazer poucas coisas com as duas agulhas e suas lãs. Sentada a tricotar ela se via perdida entre pensamentos, porque enquanto as mãos estavam ocupadas fazendo seu trabalho artesanal, a mente se via livre depois de ligar o automático. 

Enquanto sua mente vagueava entre tarefas futuras, de planos e sonhos, viu-se de repente na tarde em que aprendeu a tricotar com aquela senhora que lhe era tão querida. A maior reclamação da dita senhora era que a moça apertava demais os pontos, sendo assim difícil fazer a próxima carreira. E no exato momento em que sorriu por lembrança tão simples e singela, lembrou-se de sua mãe a lhe ensinar os pontos de crochê. A reclamação de sua mãe era a mesma: pontos apertados demais, o que no crochê era um problema mais sério do que no tricô. 

A moça tentou de todas as formas possíveis afrouxar os pontos que dava, tentando relaxar as mãos, como via sua mãe fazer, tentou soltar mais de seu fio, tentou e tentou. Mas talvez a verdade seja que a moça gosta de ter as coisas apertadas em si, pertinho, juntas, e por dentro do coração ter tantos nós e pontos apertados, as mãos apenas refletissem isso. Não era falta de habilidade para trabalhos manuais, apenas excesso de sentimentos e sensações dentro do peito.