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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sutilmente.


"E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace.
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe."

Essa música tocou em tantos momentos especiais. Mas ainda sentia medo que nos seus momentos de loucura, ele se afastesse subitamente, e descubrisse que não quer mais voltar.

Ela espera sempre de braços abertos por tê-lo de volta.
Espera o carinho e o amor.

Espera o calor e o perfeito encaixe que eles são.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Quem sou eu.

Tantas vezes sou fogo, avassaladora e egoísta. Sou gelo, cortante e assassino; refrigério em meio à seca e ao calor escaldante. Outras tantas sou fonte de vida e de calor.

Sou veneno destilado, fala aguda, pronta para agredir. Em outros momentos, me dou como consolo, como ombro para lágrimas, pranto e praguejamento. Sou doce, amável e sorridente. Pronta a fazer sorrir.

Me sinto amada e detestada todos os dias. Nuns mais que em outros. Me sinto perdida inúmeras vezes, como uma criança assustada que não sabe onde ir. Que não tem para onde ir, e noutras me sinto segura, dando segurança a outro ser.

Nele tudo se completa. Ou seria com ele tudo completo fica?
Posso estar perdida inclusive deitada em seus braços, mas mesmo assim sei quem sou e tudo aquilo que gosto, inclusive seu gosto. Posso sentir frio e medo dos trovões lá fora, mas sinto-me segura e aquecida por seu hálito.

É, nele tudo se completa.
O frio e calor, o doce e o salgado, o bem e o mal. O amor e a amizade, misturados com paixão.

sábado, 2 de outubro de 2010

Mãos em brasa.

Lentamente seus olhos pousaram sob as mãos delicadas com as unhas sempre feitas e seu peito encheu-se de um calor sentido todos os dias desde o início do namoro. Foram as mãos, as suas e as dela, que aproximaram os dois. Um carinho pincelado com sorriso, um brilho novo nos olhos com uma chama intensa no coração.

Olhar para seu ritual matinal era algo hipnotizante. Sabia exatamente como ela seguraria o açucareiro, com que mão seguraria o pão e a faca, e até  a expressão de semi-acordada que ela transmitia logo cedo. Lembrava então dos olhos de contorno azul no instante do tchau mais difícil, mas pensar nisso trazia consequentemente o "oi" e do abraço mais esperados. Voltava a emoção da primeira vez que acordou e logo em seguida pôde mergulhar nos olhos cor de caramelo. Fora uma manhã fria de sol. Era o inverno deles.

Tudo começara de um contato das mãos, que quando se tocaram, uniram dois corações machucados e adormecidos, que apenas precisavam de calor para despertar. E o contato trouxe todo o calor necessário.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Madrugada inconstante.


Estava assim gelado.
Estava assim e assado.

Jogou o saco de gelo no chão, porque queria ver os grandes pedaços se partindo. Jogou as cartas pela janela porque queria ver papel voando.
Jogou verdades no ventilador e o chá frio na pia.

Sorriu depois da sujeira. Havia tinta vermelha espalhada pelo chão, depois de seu acesso criativo. Havia pedaços de jornais colados na parede e quadros partidos pelos cantos.

Sorriu.

O alívio estava a caminho. Mesmo em meio a tormenta.

Sentiu que ainda podia sentir.

Sonhou.