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sábado, 8 de dezembro de 2018

E se não for possível, a gente tenta

Faz muito tempo que não passo por aqui. Provavelmente, ninguém mais lê este blog, porque há tempos não há nada novo a ser lido. Mas novamente me vejo num momento onde faz todo sentido buscar refúgio em palavras, mesmo que eu não vá encontrar.

A vida tem reviravoltas que nos tiram o chão vez ou outra, mas que servem também para nos ajudar a rever o que está bom e valorizar isso, bem como a mudar tudo o que está ruim.

Nesse momento, agradeço por toda a minha vida pessoal. Estou num momento formidável! O casamento está bem, feliz e leve. Depois de quase 9 anos juntos, as coisas são diferentes do que eram no início do namoro, mas ainda sim mais gostosas. Cada dia juntos valeu a pena. Estou num momento ótimo em relação ao meu convívio familiar, e acredite, às vezes sair de casa vai salvar o seu relacionamento com a família (o meu não precisava ser salvo, mas hoje valorizo mais cada minuto com passo com eles). Tenho amigos maravilhosos que me acolhem e cuidam de mim, perto ou longe, e isso é um presente de Deus na minha vida.

Em outras áreas, as coisas podem não estar tão boas, mas irei sobreviver. Ao olhar para minha vida, quase nada do que tive ou tenho foi conquistado de maneira fácil, mas em cada sofrimento, Deus me ensinou e aperfeiçoou, e dessa vez não será diferente. 

2019 está logo ali, mas as mudanças podem (e irão) começar hoje.

Até breve, pessoal.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Sobre ser professora



Com 17 anos de idade, comecei a ter certeza de que queria ser professora de história. Para muitos, ser professor é visto como uma profissão menor, pois rende menos dinheiro, mas naquele momento, inspirada pelos professores fantásticos que tive na vida, eu sabia que era isso que eu queria fazer. 

Ao longo da faculdade, enfrentei muitas crises de nervosismo e falta de confiança, pois tinha amigos oriundos de escolas melhores que a minha, que falavam 2, 3 línguas, que manjavam tudo de Word quando eu nem nota de rodapé sabia fazer. Mas mesmo assim, resolvi enfrentar o curso até o final. 

Até que eu fiz a primeira aula do estágio supervisionado. Um 6º ano de escola pública, cheio de alunos ansiosos e agitados e eu. Naqueles dias, eu tive a confirmação daquela certeza que sentia desde os 17 anos. Mais do que querer, eu devia ser professora. Era na sala de aula, em frente a vários alunos, falando sobre história que meu coração vibrava. Ali, pela primeira vez na vida, me senti realmente boa em alguma coisa que fazia. 

Me tornei professora de fato alguns anos mais tarde, descobrindo e desbravando como ser professora sozinha, porque a faculdade não me preparou para isso. As aulas de Didática e Metodologia não me prepararam para lidar com 20, 30 ou 40 indivíduos de uma vez, nem fazê-los se interessar pelo que estou a falar. Nem me prepararam para os momentos de indisciplina, de violência verbal ou física que às vezes enfrentamos em sala. Mas mesmo assim, toda vez que começo uma aula, me sinto preparada para dividir um pouco de mim e do meu conhecimento com meus alunos, e - por mais clichê que isso possa parecer - para aprender com eles todos os dias.

Amanhã inicio um novo ciclo letivo e por mais que a preguiça de voltar a trabalhar sempre bata, estou ansiosa por saber para quais turmas darei aula, para pensar em maneiras diversas de abordar os conteúdos exigidos, por trazer uma história cada dia menos eurocêntrica e mais diversificada para eles. 

Como disse uma colega minha "Em uma sociedade que lucra com a ignorância, ser professor é revolucionário" e eu busco, a cada novo dia de trabalho, revolucionar um pouquinho a sociedade, porque como disse outra professora colega, a gente continua nessa profissão porque não consegue mudar o mundo sozinhas, então precisa formar nossa Armada Dumbledore para continuar na resistência.

Que o ano de 2018 traga bons ventos para os professores brasileiros e que resistamos! A nossa luta nunca acabará.

domingo, 10 de setembro de 2017

Atualizações do mestrado e da vida.

Ano passado, a última notícia minha que publiquei por aqui, foi do 1/4 do mestrado que já tinha passado. Foi até engraçado ler o texto e ver que estou no quarto final desse processo longo e dolorido, e apesar de tudo, melhor do que estava ano passado. É verdade que mestrado é um troço desgastante e que suga nossa vida, mas eu consegui equilibrar muita coisa e dei conta de tudo que me foi cobrado até agora. O texto para a qualificação está pronto e revisado, só falta marcar a data. Estou tentando me manter em dias com as leituras necessárias para o capítulo faltante e cumpri essas metas antes do prazo por mim estabelecidos. Essas coisas são motivos para comemorar.

Apesar disso, confesso que realmente me impressiono por ter encarado essa jornada. Continuo achando que cursar o mestrado poderá ter um reflexo positivo em minha carreira, mas só os sentirei possivelmente a médio ou longo prazo. Para o momento atual de minha vida profissional, ele não fará muita diferença. Sei que me tornei uma pesquisadora de fato durante essa jornada, e isso me enriquece enquanto transmito para meus alunos meus conhecimentos acumulados, mas é aí que param as vantagens de ter estudado e me dedicado por mais de 2 anos a isso (sim, mais de 2 anos porque estudo desde antes do curso, para o tal processo seletivo). 

Nesta jornada me vi mais exposta às minhas inseguranças e problemas de saúde. A ansiedade me incapacitou por algumas vezes, me fez querer me esconder debaixo das cobertas por dias a fio outras tantas, mas tive que encará-las de peito aberto, mesmo que sangrando às vezes. Não há dinheiro ou tempo para terapia. Semana passada tive uma "crise neurológica" (palavras do clínico geral que me atendeu) que realmente me assustou. Preciso ir a um neurologista para investigar melhor, mas possivelmente foi enxaqueca, coisa que eu não tinha. 

Todas essas alterações e problemas, todas as cobranças sofridas para apresentar um bom trabalho, dentro do prazo, trabalhando e sem bolsa me fizeram questionar muito a possibilidade de um dia fazer o doutorado. Entrei no mestrado sabendo que eu não emendaria um no outro, pois como sempre digo, nosso próximo projeto é um bebê, mas cogitava remotamente o doutorado. Hoje, confesso, sou muito aversa à essa ideia. Não consigo imaginar que eu seja capaz de enfrentar algo com o dobro do tempo e o dobro de cobrança (possivelmente até mais). Apesar dos incentivos de minha orientadora, hoje vejo que o doutorado me agregaria ainda menos como professora de nível fundamental e médio como sou, e com orgulho. Eu levaria minha vida novamente ao limite por algo que nem me agregaria tanto assim. 

É difícil fazer uma autocrítica, e pra mim ainda mais difícil é fazer um autoelogio, mas estou contente por ter chego até aqui, mantido minha sanidade até aqui, ter conseguido equilibrar o mestrado com minha vida e casamento e ainda sim estar nos prazos. Mas, acho que no mestrado, encontrei um limite que não quero ultrapassar: o do cruel mundo acadêmico enlouquecedor.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

As meninas - Lygia Fagundes Telles

No começo deste ano, decidi iniciar um grupo de leituras com algumas amigas e conhecidas. Juntamos as meninas da igreja que frequento, e neste grupo de leituras leremos apenas autoras. A ideia é ler boa literatura, mas escrita apenas por mulheres. Este é um exercício proposto por grupos como o Leia mulheres, que pretende chamar a atenção para o fato de poucos dos livros realmente famosos foram escritos por mulheres.

Nosso primeiro livro lido foi o As meninas, da Lygia Fagundes Telles, autora brasileira, publicado em 1973. Abaixo, colocarei alguns dos trechos que mais me marcaram durante a leitura. Costumava fazer muito isso aqui no blog, mas acabei perdendo o hábito. O post onde falo minhas impressões gerais do livro deve sair por estes dias. (Ou não. Aguardem.)

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"Quero vê-la curada, casada com o tal milionário embora saiba que quando ficar divina-maravilhosa não vai me perdoar. Amparei-a nos pilequinhos, segurei sua mão nos abortos, emprestei milhares de coisas, a metade nem voltou. E o monte de oriehnid que vou emprestar (dar) para o cerzido na zona sul. Difícil me perdoar por isso."

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"'O programa da revolução está inteiro estruturado, resta ligar o pequeno motor que somos nós com o motor principal.' Levantou-se com cara de comício e, andando de um lado para outro, discursou sobre a dificuldade do operariado em se organizar, a maior parte habituada à servidão, à miséria, herança transmitida por gerações de conformismo. 'O medo, Lena. Medo de assumir, um cagaço de fazer chorar. Temos um bom grupo pra o que der e vier, o problema é com os mais velhos, os intelectuais. Salva-se meia dúzia. Assinam os manifestozinhos, fazem suas reuniões secretas, o sorriso secreto de Gioconda, o copinho na mão. E daí?"

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"Antigamente a santidade era vista como o máximo da penitência, caridade, aquilo que você sabe. Mudou tudo. Hoje um cristão não pode alcançar a salvação da alma sem servir objetivamente à sociedade. Não sei explicar, mas todo aquele que luta com plena consciência para ajudar alguém em meio da ignorância e da miséria, todo aquele que através dos seus instrumentos de trabalho, do seu ofício der a mão ao vizinho, é santo.  Os caminhos podem ser tortos, não interessa. É santo."

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" - O Bezerro de Ouro está instalado na praça e a senhora me fala em espiritualidade. Os adoradores não são espirituais porque são adoradores, entende. O povo não é espiritual porque o povo quer fazer parte da adoração e não pode nem chegar perto, está desesperado, aquele brilho, aquele exemplo de conforto, gozo. Esses desastres, esses crimes, tudo isso é desespero, o povo está sem esperança e nem sabe. Então fica subindo nos postes, dando tiro à toa, bebendo querosene e gasolina de aflição. Medo. Eu estava assim desorientada. Agora sei o que quero fazer."

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"Se a Nova Esquerda não se unisse aos outros grupos acabariam todos tão multiplicados e enfraquecidos que quando se tentasse uma linguagem comum, ninguém mais se entenderia."

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

As comparações entre Marta e Neymar e o machismo disfarçado nesta discussão.

Quem me acompanha há algum tempo, sabe que eu realmente gosto de futebol. Assisto jogos, amo Copa do Mundo e as Olimpíadas. Apesar de nunca ter sido muito atlética, amo este espírito.

Nesta Olimpíada, algo tem chamado minha atenção desde o começo: a comparação entre a seleção feminina de futebol com a seleção masculina, que não vive um bom momento (apesar de não ser o mesmo elenco que sofreu o tal 7x1). 

O comportamento das pessoas tem seguido o mesmo roteiro: assistir aos jogos da seleção feminina e exaltá-las por elas estarem jogando melhor que os homens, e não por estarem jogando bem. No dia seguinte, assistem ao jogo da seleção masculina para vaiar e reclamar como eles estão jogando menos que as mulheres e precisam aprender com elas. Além disso, no último jogo do Brasil (contra o Iraque), a arquibancada ficou gritando que a Marta era melhor que o Neymar e tal. Você pode discordar de mim, mas se eu uso uma mulher para diminuir um homem, soa como se a mulher fosse ela própria inferior, e o homem não ter o mesmo desempenho (ou superior) que ela mostrasse a sua fraqueza. Estão usando nos estádios o nome da Marta como usam o "bicha": para diminuir o atleta que está jogando.

Além de ser extremamente machista esta atitude, as pessoas ficam usando a figura da seleção feminina como exemplo só porque estão infelizes com a seleção masculina. É como se as meninas só fossem boas jogadoras nos momentos que os homens estão fazendo merda. Muitas das pessoas que vejo fazendo estas comparações idiotas não são pessoas que me lembro de acompanharem o futebol feminino. Ano passado tivemos a Copa do Mundo Feminina, e não lembro de ter tanta gente dando pitaco. Além disso, muitos dos que estão exaltando as mulheres apenas em comparativo com os homens são pessoas que se dizem feministas ou pró-feminismo.

A valorização do esporte feminino e da atleta não deve vir apenas pelo mal desempenho dos homens, ou em desmérito destes por não estarem apresentando um rendimento à altura das mulheres. O esporte feminino deve ser valorizado por ser um esporte. Estas mulheres, especificamente no caso do futebol brasileiro, devem ser valorizadas por terem um alto rendimento e por conseguirem chegar onde chegam apesar de não ter nenhuma valorização dentro do ~país do futebol~. 

Então se você quer reclamar dos homens, não o faça comparando as mulheres em sentido pejorativo, e se você quer elogiar as meninas, não faça isso em comparação aos homens. 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Sobre sonhos, pressões e frustrações.

Talvez este blog volte a ser o lugar de onde venho reclamar da vida. Já fiz muito disto por aqui.

Semana passada estive de férias da escola em que trabalho. Fiquei em casa, dormi, descansei, curti o Jonatha. E embora estivesse sem ocupações no emprego, não estudei pro mestrado, não produzi nada. Do mestrado entrei de férias dia 23/06, há 4 semanas, mas como o colégio estava corrido, dei pouca atenção para o mesmo. E tudo está acumulado.

Dos 3 artigos que tinha que escrever, um já está pronto e foi entregue no prazo. Para os outros dois nem rascunhos aceitáveis eu tenho. Meu projeto de pesquisa passou por críticas duras (olá vida acadêmica de pós-graduanda) e demorei semanas para digeri-las. Agora, estou na angústia que me trava pensando em como e o que farei para conseguir entregar estes dois artigos.

Entrar no mestrado foi uma das maiores alegrias da minha vida, ao lado de coisas tipo passar no vestibular na UFPR e casar com o Jonatha. Mas a alegria durou bem pouco no caso do mestrado. Eu me senti capaz - por algumas semanas - e feliz com meu feito. Mas as cobranças, a carga de leituras que eu já mal dou conta, a alta qualidade que esperam do meu trabalho, tudo isso me fez sair rapidinho da fase sonhos para a fase vida real difícil para caralho com trabalho, mestrado e vida

Apesar de querer fazer o mestrado, de entender a importância que ele terá na minha carreira e de gostar o que pesquiso, já está foda. O primeiro semestre não terminou oficialmente (ainda tenho que entregar estes dois artigos) e eu já estou surtando. Tenho palpitações toda vez que penso que tenho que escrever uma dissertação, que terei que fazer isso trabalhando, que ainda faltam disciplinas a serem feitas, etc. Eu passei por 1/4 do processo e já estou cansada e também desesperada porque 25% de todo meu tempo já se foram e parece que estou ainda no mesmo que estava quando entrei no curso.

Se eu vou conseguir conciliar tudo? Não faço ideia. 
Agora só precisava desabafar um pouquinho para não surtar. Pode ser que desabafando um pouquinho a cada dia, eu consiga ir adiando o surto dia a dia.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

#Terminei | Olga - Fernando Morais.

Confesso que sou uma pessoa que adora ler, mas eventualmente fico presa às releituras daqueles livros que já amo. Este ano, me fiz um desafio: para reler algo que amo, preciso ler um livro inédito antes. Na pegada de meu desafio, peguei a biografia de Olga Benário Prestes para ler, pois confesso, sabia quase nada da vida desta mulher. E que mulher. 

Aos 15 anos, esta menina ingressou no Partido Comunista Alemão, muito inspirada - segundo o livro - no trabalho de seu pai, um advogado que defendia os mais fracos e oprimidos. Sua ascensão dentro do Partido é rápida e em poucos anos ela chegou a cargos altíssimos dentro da cúpula do partido na então URSS. A partir daí, muitos passarão a tratá-la como a mulher de Prestes, reduzindo a personalidade e importância desta mulher alemã, judia e comunista.

Ao longo da leitura, um misto de raiva e tristeza tomava conta de mim. Há muitos anos não me considero uma simpatizante do socialismo, mas durante a leitura do livro, sentia raiva e frustração por todos aqueles ideais terem sido manchados pela ganância e corrupção humanas. Sentia-me frustrada por saber que não, não atingimos um mundo melhor e mais igualitário, ideal pelo qual Olga lutava. Sentia-me vazia e impotente por saber que Olga, estando grávida, seria entregue aos nazistas por um ditador que hoje é conhecido como Pai dos pobres e viria a morrer na Alemanha Nazista. 

Durante o período em que esteve presa no Brasil, ao lado de outras centenas de presos que participaram da Intentona Comunista, Olga viveu um pouco do ideal pela qual lutara, no ambiente menos imaginável possível. Dentro da prisão haviam aulas de política, marxismo, de línguas e matemática. A vida dos presos era comunitária: aqueles que recebiam alimentos da família dividiam com os presos vindos de longe, que não recebiam estes cuidados externos. Um dos momentos que mais me comoveu durante a leitura foi o pequeno motim organizado pelos presos para manter Olga dentro do presídio, pois eles sabiam que a retirada dela dali significava sua extradição para a Alemanha. Ver como todos se protegiam e amavam, mesmo tendo sido praticamente abandonados pela cúpula do Partido que os insuflara a tentar o golpe de estado, me tocou profundamente.

Um outro aspecto do livro que me destruía um pouco a cada linha foi a dura perseguição aos comunistas exercida pela Governo Vargas. Uma verdadeira caça aos comunistas, sem limites éticos, morais ou humanitários. O importante era "derrotar o inimigo", não importando quantas vidas seriam destruídas no caminho. Vidas destruídas efetiva e simbolicamente. O mais assustador disso foi ter lido este livro no atual momento que vivemos no Brasil. Ânimos exaltados, "inimigos" a serem combatidos e destruídos não importando o preço a ser pago. Um dos problemas do Brasil é que os verdadeiros inimigos nunca pagaram o preço pelos crimes que eles sim cometeram. Vargas voltou a ser eleito presidente, o policial responsável pela caça aos comunistas veio a ser senador no período da Ditadura Militar, e todos os militares e torturadores da Ditadura Militar nunca foram julgados e punidos. Há muitos esqueletos em nosso armário e o brasileiro só terá uma melhor noção histórica do país em que vive quando nós nos livramos destes esqueletos, olhando de frente para os cadáveres.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Papelaria no Aliexpress.

No começo deste ano acabei descobrindo a parte de papelaria no site Aliexpress. Como muita gente que conheço, sou uma maluca por artigos de papelaria: canetas, marcadores de página, de texto, cadernos e agendas. Tudo isso me encanta - e faz querer gastar muito dinheiro.

Embora tenha quase ficado maluca fuçando no Aliexpress, voltei à realidade quando analisei tudo o que tinha salvo no carrinho e deixei apenas coisas realmente necessárias (e fofas!). Abaixo tem uma série de fotos e comentários sobre cada item que comprei. Se valeu a pena, o preço e o vendedor, tudo para facilitar sua vida. 

Eu não lembro exatamente a ordem em que os produtos chegaram aqui em casa, então colocarei dos que mais gostei para os que menos gostei. Colocarei os preços em dólar, porque o mercado financeiro tá uma bagunça. Melhor do que eu fazer a conversão e errar todos os preços. 

Este primeiro marcador é a coisa mais fofa que já vi. Os marcadores em si são pequenos, mas fofos e o gatinho vazando da página fica uma gracinha. Paguei $0,90 e comprei aqui.


O penal (vulgo estojo em outros lugares do Brasil) foi a última coisa a chegar e eu amei! Ele é de um tecido sintético, mas é uma gracinha. A rendinha dá um charme fofo e ele tem uma tamanho ótimo: nem minúsculo nem grande demais. Paguei $0,69 e comprei aqui.


Este kit de marcadores é fofo, pequeno (cabe certinho dentro do penal) e vem numa embalagem gracinha. Gostei muito dele. Paguei $0,50 e comprei aqui.


O último pacote que gostei muito foi o de fitas adesivas diversas. Ele não é um post-it, então cola mesmo na folha, sem ter como tirar depois. Mas vem três modelos de adesivos em cada cartela e tenho usado bastante para separar coisas em meus cadernos. Paguei $1,22 e comprei aqui. Apesar de ter sido o mais caro de todos, valeu a pena.

Partindo para as coisas que me decepcionaram um pouco, temos este pack que vem com formatos diferentes de marcadores. Ele vem sortido (como a maioria dos produtos mostrados aqui) e eu queria muito ter recebido o de matrioska, mas veio o de Paris. Além de receber um modelo que não gostei tanto, a cola dos marcadores é ruim: ela rasga o de baixo quando vamos tirar, mas não cola nas superfícies corretamente. Não compraria de novo. Paguei $0,72 e comprei aqui.


Por fim, o kit que parecia ser muito lindinho no site, mas não curti mesmo quando chegou. As fitas até não são feias, mas não combinam entre si, tem algumas cores estranhas e novamente a cola dos marcadores é ruim. Paguei $0,83 e comprei aqui.


De todos os marcadores que comprei, certamente comprarei mais dos que gostei quando estiverem acabando. O penal não precisarei de outro logo, mas compraria de novo. Os dois últimos kits me desapontaram bastante, por isso não os compraria de novo. Da próxima vez, pegaria um kit de marcadores transparentes de plástico porque eles me tem feito falta ultimamente, além deste kit de check list de passarinhos que é fofo demais. Me arrependi de não ter comprado da vez passada.

Aqui uma foto com tudo o que comprei desta vez no Aliexpress.


segunda-feira, 7 de março de 2016

Documentário: Amy

Ficha técnica
Diretor: Asif Kapadia
Produção: Focus Features e Universal Music France
Duração: 2h7min.

***

Sábado à noite assisti ao documentário sobre a vida da Amy Winehouse. Desde que saiu no Netflix eu estava ansiosa para assisti-lo, ao mesmo tempo que temerosa. Ansiosa porque eu sou fã da Amy, porque a voz dela me marcou e porque ela é inesquecível. Temerosa porque eu sabia que a dor dela me marcaria com a mesma intensidade que a sua voz. E eu estava certa.

Ao terminar de assistir, eu estava devastada pela dor e negligência que Amy sofreu.

Voltando ao começo do documentário, vemos uma adolescente que aos poucos vai alcançando um espaço dentro da cena musical de Londres. Apesar da timidez e insegurança disfarçadas por trás da porra-louquice, vemos uma guria com uma alma profunda, que durante toda sua vida foi negligenciada: pela mãe, pelo pai, pelo marido.

No documentário, vemos a menina frágil que se destruiu através da bulimia, álcool, drogas e relacionamentos abusivos. Isso era também tudo o que a mídia explorava. O que a mídia sempre esqueceu de dizer era o papel que ela própria desempenhava nas crises da Amy. Em muitas cenas do documentário, vemos Amy encurralada, com diversos urubus travestidos de jornalistas a cercando, querendo tirar um bom pedaço dela para expor ainda "a drogada que faz sucesso".

Uma coisa que ficou latente pra mim ao longo de todo o documentário era como as relações dos pais (principalmente do pai) e do Blake com a Amy eram totalmente parasitárias em relação a ela. Enquanto o pai magicamente se torna presente na vida dela depois do sucesso, e passa a explorar a fama e dinheiro da filha, o ex-namorado volta quando ela alcança o sucesso mundial, perdidamente apaixonado.

O pai dela sabia que ela o venerava, que ela precisava da aprovação dele pra tudo. Sabendo disso, a faz crer que ela não precisava ser internada para tratar o alcoolismo (ela ainda não usava drogas pesadas nesta época). Além disso, explorava a imagem da filha, expondo-a diante das câmeras, obrigado-a a fazer shows quando claramente era de tudo isso que ela precisava distância para se tratar. Blake, cara que a destrói quando rompe o namoro com ela, volta quando Amy é reconhecida mundialmente e a apresenta drogas pesadas, e tem um esforço constante para mantê-la viciada em drogas e presa no relacionamento abusivo que ele mantinha com ela, para assim poder continuar usufruindo das drogas bancadas por Amy, além de todo o resto da vida. 

Algumas pessoas reclamaram à época que saiu o documentário que o pai da Amy fora retratado como vilão. Infelizmente, Amy teve mais de um vilão em sua vida.

Um mês atrás, uma amiga que já tinha visto o documentário fez um texto sobre o mesmo. Nele, ela dizia "A relação abusiva de Amy e Blake fez com que Amy acreditasse que o amor é um jogo perdido. E ela provavelmente morreu pensando dessa forma. Eu sinto tanto que Amy, assim como várias outras pessoas, pensem que o amor é sobre sofrimento. Sinto que ela não tenha vivido mais para descobrir que ninguém precisa se autodestruir por uma relação amorosa. Sinto muito que muitas pessoas passem por diversos transtornos devido à relações abusivas onde certamente o amor não existe." Aline Isabel Waszak

E eu concordo com todas as palavras da Aline. Assistindo o documentário eu só conseguia pensar que eu queria ajudá-la. E pensava nas amigas, que se viam incapacitadas de fazer algo porque o pai e o marido tinham Amy tão presa em suas mãos que outras influências morreram na vida da cantora. E a cada nova cena triste, eu me doía por dentro por saber que ela morreria sem ajuda. Que ela morreria por conta de todos estes problemas, provavelmente pensando que o amor e a vida são um jogo perdido.

sábado, 30 de janeiro de 2016

A justiça de Deus.

"Sendo assim, o juiz justo é principalmente aquele que corrige uma injustiça em uma causa civil. Ele também julgaria com justiça, sem dúvida, um caso criminal, mas dificilmente era nisso que os salmistas estavam pensando. Os cristãos clamam a Deus por misericórdia, em de vez de justiça; os judeus daquela época clamavam a Deus por justiça para corrigir a injustiça. O Juiz Divino é o defensor, o resgatador. Estudiosos me dizem que, no livro de Juízes, a palavra que assim traduzimos poderia quase ser traduzida como "defensores", pois embora esses "juízes" às vezes desempenhassem funções que deveríamos classificar como jurídicas, muitos estavam bem mais interessados em resgatar com a força de seus braços, os israelitas da opressão dos filisteus e de outros povos. [...]

Acho que há razões muito boas para considerar a imagem cristã do juízo de Deus como muito mais profunda e muito mais segura para nossas almas do que a judaica. Mas isso não significa que a concepção judaica  deva ser simplesmente descartada. Eu, pelo menos, acredito que ainda posso alimentar-me bem dela. 

Ela complementa a imagem cristã de uma forma muito importante, pois o que nos amedronta na imagem cristã é a pureza infinita do padrão a partir do qual nossas ações serão julgadas. Sabemos, porém, que nenhum de nós jamais se aproximará desse padrão. Estamos todos no mesmo barco. Devemos todos concentrar as nossas esperanças na misericórdia de Deus e na obra de Cristo, não em nossa bondade. A imagem judaica de uma ação civil, por sua vez, nos lembra claramente que talvez estejamos em falta não somente em relação aos padrões divinos (o que é óbvio), mas também a um padrão absolutamente humano que todas as pessoas lógicas reconhecem e que nós, em geral, desejamos impor sobre os outros."

C. S. Lewis - Lendo os Salmos.

sábado, 2 de janeiro de 2016

De 2015 para 2016 - agora estou no Youtube.

Ano novo, vida nova. Frase clichê que o pessoal adora usar nesta época. Pra mim, a vida não precisa ser nova. Estou feliz com minha vida. 2015 não foi o melhor dos anos, mas na minha vida isso ficou mais na esfera de cidadã, em ver o Brasil afundado em tantas tretas, maracutaias e momentos constrangedores. Na vida pessoal, achava que 2015 seria mais difícil do que realmente foi, mas ele veio cheio de gratas surpresas, conquistas e momentos bons.

Aqui tem um resumo de minha vida, segundo meu Instagram.

Uma das novidades boa vindas com 2015 foi Star Wars - O Despertar da Força. O filme bateu todas as expectativas que eu tinha sobre o mesmo. Vi 3 vezes até agora e me apaixono um pouco mais por ele a cada vez. E com a estreia de Star Wars, tive outra estreia em minha vida: um canal no Youtube! ÊÊÊ!

Eu e o Jonatha já produzimos conteúdo pro Youtube, mas não era uma produção pessoal. O Canal do Crentassos é uma produção coletiva e tal. Mas nós queríamos produzir algo nosso, com a nossa cara e nossa assinatura, e assim nasceu o Casal de Amigos. Sim, nós somos um casal. Mas antes de sermos um casal, erámos amigos, e daí veio nosso nome. Neste canal, falaremos sobre várias coisas. A princípio, falaremos sobre filmes, séries, livros, hqs e outros conteúdos que consumirmos. Ainda não sabemos como será a frequência, etc, mas gostamos do primeiro vídeo. Apesar de estarmos meio travados no começo, a coisa fluiu melhor no decorrer do vídeo.

E como uma novidade puxou a outra, não poderíamos estrear o canal falando de outra coisa que não Star Wars. Portanto, sem mais delongas, aproveite o vídeo.


Se você gostou da nossa proposta e de nosso vídeo, curta o vídeo, assine o canal e nos ajude com divulgação nas redes sociais e com comentários no vídeo. Podem ser críticas, sugestões, elogios, propostas de pauta. O que for. Estamos aprendendo os paranauês do Youtube ainda.

E que venha 2016, com alegrias, novidades e surpresas como 2015. Só com uma política mais normal, por favor.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O delicioso Caminho do Chá.

Numa casinha aconchegante no bairro São Francisco, em Curitiba, está o Caminho do Chá. Além de ser super gracinha por fora, a casa é simples e aconchegante por dentro, e tem todo um trabalho de identidade visual em todos os detalhes da casa.







Há algum tempo a Dani Lieuthier abriu este pequeno recanto do chá aqui em Curitiba. Eu, como boa amante de chás que sou, fiquei fascinada com a proposta, entretanto acabei demorando um pouco para ir conhecer a Caminho. Para a minha alegria, a página no Facebook da Caminho anunciou que agora eles fazem brunchs aos domingos. Isto foi o suficiente para me fazer ir almoçar lá no último domingo.


Além do cardápio de brunch, também é servido almoço na casa todos os dias, mas como o que me levou até lá foi o brunch, acabei dispensando o almoço. O combo selecionado por mim e pelo Jonatha foi o Inglês (serve duas pessoas muito bem). Só posso dizer que comi o melhor bacon da minha vida! Acho que só pelo bacon já valeria comer este brunch todo domingo. Mas toda a comida estava maravilhosa.





Além da comida, é claro que o chá foi um dos pontos altos do almoço. Eu nunca havia tomado chá verde e resolvi lhe dar uma chance. Confiei na indicação e no gosto da nossa atendente e bebi o Marrakesh gelado. Este chá combinou maravilhosamente com a comida e vim embora querendo mais chá e bacon. Como disse o Jonatha, encontramos o nosso programa de domingo perfeito. Recomendo demais, mesmo para os que não gostam de chás (o Jonatha é um destes). Outras bebidas são servidas também, mas só pela comida já vale a pena conhecer o lugar.

domingo, 22 de novembro de 2015

#Terminei - A guerra de Clara - Clara Kramer

Daqueles livros em que durante a leitura, você leva vários socos no estômago.

Comprei este livro há um ano e me arrependo de ter demorado tanto tempo para lê-lo. Nele, somos apresentados à comunidade judaica de Zolkiew, na Polônia. Ali viviam aproximadamente 5 mil judeus em 1939. Entre estes muitos judeus, conhecemos Clara Schwarz e sua família. 

As notas de imprensa na contracapa do livro o comparam ao Diário de Anne Frank, mas pra mim, os dois livros são totalmente diferentes. O Diário foi publicado como fora concebido: o diário de uma menina judia escondida dos nazistas. Nunca houve tempo para revisão ou narrativas paralelas às escritas por Anne no período que viveu no Anexo. O livro da Clara passou por um processo diferente, pois a autora sobreviveu ao nazismo e à Segunda Guerra Mundial e escreveu o livro muitas décadas depois dos acontecimentos (o livro foi publicado em 2008). Com estas diferenças na temporalidade da escrita dos livros, outras diferenças acabaram sendo sentidas entre os dois, e estas diferenças me fizeram amar A Guerra de Clara

Neste livro, começamos a acompanhar as famílias Reizfeld-Schwarz desde setembro de 1939 - quando a Alemanha invade a Polônia. Acompanhamos o crescimento das crianças da família, os casamentos que ocorrem nestes anos, os nascimentos, as festas religiosas. A noção de comunidade judaica é muito bem impressa neste livro, o que difere muito do Diário de Anne Frank, pois neste livro vemos pouquíssimo do período pré-anexo na família Frank. Com esta diferença na escrita, a empatia e carinho pela família de Clara cresceu em mim naturalmente ao passo que avançava na leitura. 

As pessoas mais próximas a mim sabem que eu admiro demais a cultura e religiosidade judaica. Sempre admirei as festas, a simbologia por trás de cada ato, de cada palavra, e Clara Kramer me trouxe muito da intimidade das comunidades judaicas em seu livro e serei sempre grata por - apesar de ter muita dor a narrar - ela ter dividido os bons momentos em família e comunidade conosco.

Apesar de a Alemanha ter invadido a Polônia em 1939, até 1941 a cidade de Clara fica sob domínio soviético, quando os alemães tomam a cidade. Embora a vida dos judeus sob o domínio soviético já estivesse ruim, ela só piora com a chegada dos alemães. A cada nova morte que Clara descobre e pranteia com seus familiares, eu chorava também. Houve momentos, (um em especial, mas que não contarei pois ele só faz sentido em toda sua força dentro do livro) que comecei a soluçar de tanto chorar. O Jonatha parou o que estava fazendo para me acalmar. Depois de calma, expliquei e li o trecho para ele, e antes de terminar a leitura mal conseguia falar, pois estava em lágrimas de novo.

O livro tem uma escrita boa, que flui, mas nunca leve. É impressionante que embora eu saiba muito sobre o Holocausto, já tenha lido outras narrativas, cada nova história é A história. É viver tudo aquilo ao lado da outra pessoa. Este livro, com certeza, é uma das narrativas do Holocausto que merece virar um clássico. É lindo e triste, como todos os outros. Recomendo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Vida e correria.


Ando sumida, eu sei. A última postagem deste blog foi há mais de 2 meses, embora eu tivesse me comprometido comigo mesma a nunca mais deixar o blog sem texto novo por tanto tempo, mas eu tenho motivos. Podem parecer banais e pouco convincentes para você, mas são suficientes para mim.

O primeiro período de abandono crítico do blog ocorreu em 2013, ano em que casei e terminei minha graduação em história. Ano do meu primeiro emprego com carteira assinada também. Naquela época, ser casada era uma novidade desafiadora ainda. Saber cuidar de uma casa, intervalos bons para lavar roupa, variar o cardápio da alimentação. Além disso, tinha aulas na faculdade, trabalhos a fazer, uma monografia a escrever. Tudo isto me consumiu muito e o blog ficou de lado para eu cuidar de outras coisas.

Nestes dois últimos meses abandonei o blog por conta do processo seletivo do Mestrado em História da UFPR. O processo dura 4 meses no todo, desde a inscrição ao resultado final, mas a preparação começou muito antes, na verdade. Os primeiros textos relacionados com meu projeto de pesquisa eu li em janeiro deste ano. Meu ano foi todo dedicado ao processo seletivo do mestrado e à pós de Ensino Religioso que fiz, pois não consegui emprego como professora substituta este ano aqui no Paraná.

Ter um ano dedicado à estudar, a me aperfeiçoar foi muito bom. Quando terminei a graduação tinha certeza de que mestrado estava fora do meu alcance, mas minha orientadora da graduação não desistiu de mim e insistiu para que eu ao menos tentasse. E eu tentei. E hoje estou a um passo, uma etapa de ser uma mestranda ano que vem. Mas foi este processo que me consumiu nos últimos tempos. Foram muitas - muitas mesmo - horas de leitura e revisões, noites mal-dormidas por conta da ansiedade, momentos de crises de desespero por me achar burra e incapaz. Agora falta apenas uma etapa para este processo sofrido terminar. Claro que espero - e acredito - que o resultado será positivo, mas venha o que vier, poderei descansar.

Relendo o post, percebi que ele ficou confuso e sem sentido. Mas veio como um desabafo e tirada de pó daqui.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

#Terminei - O assassinato na casa do Pastor - Agatha Christie.

Segundo a Wikipédia, este é o primeiro livro da Agatha Christie em que vemos Miss Marple como a detetive da história. Miss Marple é uma senhora solteirona simpática e muito atenciosa, e por ter por hobby observar a natureza humana, consegue solucionar os casos, ou ao menos ajudar a polícia.

Neste livro vemos Miss Marple em seu ambiente natural, a pequena vila de St. Mary Mead. Como o próprio título sugere, o assassinato a ser investigado em questão ocorre na residência do Pastor da paróquia, o Mr. Clement. A vítima neste livro é o coronel de polícia Lucius Protheroe, um homem com poucos amigos na região por ser muito rigoroso no cumprimento da lei e pouco afável. Ele havia combinado de se encontrar com o Pastor na residência do mesmo e é assassinado no período em que espera a chegada do pastor.

Mais do que a solução do crime em si, o que mais nos chama a atenção, o que está mais latente ao longo do livro, é o estilo de vida na vila em que Miss Marple vive. Seus conhecimentos do ser humano são o fio condutor tanto desta narrativa, como também dos outros livros de Miss Marple que já li. Nos outros trabalhos, Miss Marple sempre se refere à sua St. Mary Mead e como cada pessoa, cada caso da vila influenciou o seu conhecimento do ser humano. Vemos neste livro como uma simples vila interiorana inglesa pode ser repleta de acontecimentos cotidianos interessantes e como as pessoas são influenciáveis na busca para ter as respostas corretas.

É um livro muito bom, que me prendeu desde o começo da leitura. São tantas variáveis apresentadas na história, que num certo ponto parece que o caso nem mesmo será solucionado. Vale muito a leitura.

Este texto foi postado originalmente em: http://crentassos.com.br/blog/2014/10/terminei-assassinato-na-casa-do-pastor-agatha-christie.html

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Sobre sexo.

Este texto não discutirá se sexo antes do casamento é pecado ou não. Para ter uma boa visão, sugiro que leia este texto do Cristiano Machado sobre o assunto. Concordo totalmente com tudo o que ele escreveu, então é minha opinião também. Eu quero mesmo escrever sobre sexo, o ato aqui.

* Masturbação
"Mas masturbação é pecado ou não?". Sinto informar que esta pergunta eu também não irei responder. Aposto que se você jogar no Google, vai encontrar vários textos falando sobre. Mas aqui eu quero falar não da masturbação individual, que busca prazer, mas sim de outros dois tipos de masturbação: a individual que busca conhecer o próprio corpo e aquela praticada durante as preliminares no seu companheiro(a).

Posso dizer que nunca gostei da noção da masturbação individual que busca o prazer próprio. Sempre achei ela vazia, falsa. Mas de um tempo para cá tenho lido sobre o conhecimento do próprio corpo e como isso influencia nossa vida sexual. E aqui entra a masturbação "exploratória" que eu quero te apresentar, e sim, falarei voltada muito mais para o público feminino. Conhecer o próprio corpo é antes de mais nada, importante para conseguir aceitá-lo. Não conheço uma mulher sem críticas à própria aparência, e nossas neuras e reclamações acabam por influenciar nossa confiança na hora H. Mas conhecer o nosso corpo também nos empodera, pois assim sabemos com o que nos sentimos mais confiantes e também onde gostamos de ser tocadas, beijadas, acariciadas...

Eu sei como dentro das igrejas a sexualidade é um super tabu, ainda mais a sexualidade feminina. Sei também que muitas mulheres aprendem dentro das igrejas que o corpo dela pertence ao marido e ela tem a obrigação de satisfazê-lo, mas o detalhe que muitas vezes é esquecido é que Paulo diz que marido e mulher pertencem um ao outro. O pertencimento aqui, na minha visão, pode sim incluir prazer na jogada. Homem e mulher se pertencem, se completam. Logo, o prazer de um é o prazer do outro. É bom dar prazer para o parceiro, ver que você é capaz de excitá-lo, etc, mas o prazer próprio é muito importante também. Na minha visão, sexo é sobre agradar o outro naquilo que você gosta/está disposta a fazer, mas também ficar satisfeita no final, e isso só é possível com confiança no parceiro para você dizer o que gosta, o que quer, etc... Portanto, mulheres, não temam! Seus maridos quiseram vocês e vocês estão juntos nesta empreitada, então sejam felizes. E isto tudo tem a ver com a "masturbação a dois", pois as preliminares do sexo são isso! Os momentos que antecedem o ato sexual em si são os momentos onde os companheiros se estimulam, se excitam. E esta masturbação é, ao meu ver, totalmente saudável. É parte importantíssima do sexo, portanto não deve ser tratada como tabu. É ali que os corpos se preparam, que os companheiros se agradam, e na minha visão, o momentos que mostra mais vontade de se estar ali, o empenho na relação. Se um dos dois só quer a penetração, sem se importar com todo o contexto envolvido no sexo, a relação não será boa.

* Sobre sensualidade e confiança
Amiga, esqueça todos aqueles artigos de revistas do tipo: "como agradar um homem", "como enlouquecer um homem na cama", "como ser sexy em n passos". O primeiro ponto para se sentir sexy é acreditar no seu corpo e aceitá-lo como ele é. A partir do momento que você entender e conhecer o próprio corpo, vem o segundo passo: seja você mesma. Se você é daquelas que acha uma lingerie de renda é sexy, use! Se acha que estar perfumada, com a pele macia, é ser sexy, cuide do próprio corpo e se mantenha assim. Há aquelas também que acham que ser sexy é mais um estado de espírito, e portanto aproveitam os momentos em que se sentem sexy para seduzir o companheiro. Cada uma destas táticas funcionará se você estiver agindo naturalmente. Agora, se você é daquelas que não gosta de lingerie sexy não adianta comprar o melhor e mais provocativo dos conjuntos se você estiver insegura usando-o. Ser sexy é antes algo interno do que externo, e quando você age naturalmente e se deixa levar pelo momento, a sua sensualidade vai aparecer. E NUNCA uso algo/faça algo que você realmente não gosta para agradar seu companheiro. O seu corpo é dele, okay. Mas o seu corpo é seu também. Nunca esqueça disto. Antes de ser uma mulher casada, você é uma pessoa com desejos e vontades próprias que também devem ser respeitadas pelo seu companheiro, e se ele é um companheiro mesmo, ele vai entender e achar outras formas de animar a relação de vocês.

Texto publicado originalmente em: http://crentassos.com.br/blog/2015/07/sobre-sexo.html

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Carta para a Tamyres de 15 anos.

Oi, Tamy. Tudo bem?
Quem escreve esta carta sou eu, a Tamyres de 25 anos. Dias destes estava pensando no passado, no meu passado e no seu presente e futuro, e resolvi te escrever. 

Você acabou de entrar no CEP e mal cabe em si de alegria. Por volta desta época do ano você acabou de terminar o relacionamento mais longo que já teve. E sem querer estragar o futuro, confesso que este foi o melhor término que você terá. Vocês dois não queriam mais estar juntos, mas continuarão amigos. Você também está em dúvida sobre se continua treinando Ginástica Rítmica. No final, você tomará a decisão correta para este momento. Além disso, os professores já começam a falar do vestibular como se você e seus colegas tivessem a maturidade para decidirem já o que farão para o resto da vida. Só te digo que ao longo do 3º ano você perceberá o que quer cursar. Você fará o curso escolhido e será muito feliz com sua escolha. Não tenha medo do futuro, confie em seus instintos e ideais.

Sua vida terá muitos problemas pela frente, mas ao mesmo tempo você amará os momentos que viverá aí no CEP por toda vida. Pelo menos até os 25 anos, você lembrará deles com muita nostalgia e alegria. Aproveite estes 3 anos porque eles passarão rápido demais. Os amigos que você fez e fará no colégio serão seu porto-seguro muitas vezes, em muitas crises de choro e tristeza. Mas não desanime. Eu sei como tudo o que você passará será difícil. Sei que em alguns momentos inclusive, você vai cogitar dar um fim em todo o sofrimento, mas você não o fará. Você decidirá viver e lutar. Encontrar por si e para si a própria felicidade. 

Agora aos 15, você sonha em morar sozinha aos 18. O que posso te dizer é que entre os 18 e 22 anos você se mudará de casa muitas vezes, e ao final disso perceberá que tudo o que você sempre quis e precisou era morar com a companhia certa. Acredite, no final terá valido a pena.

Você sofrerá por paixonites. Você machucará muitos meninos. Tente ser menos fria com eles, mas não se sinta culpada quando deixar de gostar de alguém, mesmo que essa pessoa chore implorando pra vocês continuarem juntos. NUNCA é bom ficar num relacionamento sem sentimentos verdadeiros.

Sei que agora, aos 15, você se acha comum demais, até mesmo feia. Não se sinta assim. Você hoje acha suas amigas mais bonitas que você, mas aprenderemos a nos valorizar ao longo da vida. Aos 25 ainda não temos a melhor auto-estima do mundo, mas nos amamos muito mais. Sei que você tem vergonha de sorrir por causa do aparelho, mas de todas as fotos que temos, as mais bonitas nós estamos sorrindo. Sorria para a vida e acredite em si mesma. 

Em um momento você se desesperará achando que nunca será amada, que não é digna de ser amada. Isso também passará. Quando todas as suas esperanças tiverem desaparecido, a pessoa certa aparecerá na sua vida. Não vou te contar a época em que isto acontecerá nem com quem, para evitar que você, na sua ansiedade de ser feliz, acabe estragando as coisas que tem o tempo certo para acontecer. Mas eu te digo: acontecerá. Aos 15 você ainda sonha em ter seu primeiro filho aos 22. Não contarei se isto acontece ou não, mas te adianto que aos 25, estamos muito bem casadas e felizes. 

Acredite em mim, as feridas cicatrizarão e as lembranças boas ficarão contigo sempre. Viva!

domingo, 21 de junho de 2015

Loungerie e o sutiã perfeito.

Este é um assunto totalmente feminino, e muitos diriam que muito íntimo, mas foi algo tão surpreendente e que melhorou muito minha visão do meu corpo que eu resolvi dividir por aqui.

Há algum tempo eu vinha me enrolando para trocar meus sutiãs. Eu engordei um pouco nos últimos anos devido a troca do meu anticoncepcional para tentar aplacar a minha endometriose. Neste tempo, já tive crises de choro por me olhar no espelho e não me reconhecer, por querer voltar a ter o corpo de quando casei e estava magríssima, por me olhar no espelho e me achar horrível. Mas eu ficava postergando a compra de novas roupas na esperança de as velhas voltarem a servir rapidamente. E fui me enganando assim.

Para dar um impulso em minha decisão de trocar meus sutiãs, acabei encontrando este post no Buzzfeed americano. Nele a moça em questão mostra a diferença dos sutiãs provados por ela em várias lojas. E ao terminar a leitura do post, a voz da Stacey e do Clinton do Esquadrão da Moda americano ecoou em minha cabeça, onde eles ensinaram dezenas de mulheres o poder de um sutiã apropriado.

E assim eu cheguei à Loungerie. Já tinha lido sobre a marca em blogs que sigo, e como aqui em Curitiba tem uma loja física da marca do Shopping Mueller, resolvi ir até lá. A Loungerie tem uma tabela de tamanhos incrível, e por isso ela promete encontrar o sutiã perfeito. Segundo o site deles, são mais de 120 combinações de tamanho, o que abrange muito melhor todas nós do que os famosos P, M, G e GG das lojas comuns. 


A vendedora prontamente tirou minhas medidas quando cheguei na loja, me trouxe uma sacola e começou a colocar diferentes modelos de sutiã no meu tamanho dentro da sacola. Depois dos 2 primeiros modelos provados, eu já tinha entendido o tal poder que o sutiã correto tem. Sai do provador impressionada e comprei dois modelos.

Abaixo estão as fotos dos modelos que escolhi. O cinza é um modelo bom para usar com tomara-que-caia, embora eu não tenha nenhuma peça de roupa neste modelo, porque acho que fica feio em mim. Ele tem três fechos atrás e uma espécie de silicone que fixa no corpo as extremidades do sutiã, o que é ótimo para quando usado sem as alças. Escolhi ele porque além de ter servido muito bem, é de moletonzinho e cinza, cor que eu adoro. Achei ele super delicado.


O modelo abaixo é da linha cobertura total. As alças dele são grossas, ótimas para quem tem seios volumosos, pois não machuca os ombros com o peso dos seios. No corpo, ele ficou fantástico. Na primeira vez que o usei, acabei estranhando, mas nas outras vezes que usei já me senti totalmente adaptada a ele. Estou totalmente satisfeita com as compras que fiz.

Caso você não tenha loja da Loungerie na sua cidade, recomendo o site mesmo assim. Eles tem loja virtual, e no site ensinam a maneira correta de se medir o tamanho do sutiã. Além disso, paguei um valor normal em cada um deles. O cinza custou R$79,90 e o rosa custou R$89,90, preços muito semelhantes ao que se pagaria em lojas como Renner, Riachuelo ou C&A sem ter a mesma gama de tamanhos. 

sábado, 6 de junho de 2015

Minha opinião sobre as camisas da Copa América.

Assim como fiz uma série de posts durante a Copa do Mundo sobre as camisetas de todas as seleções (Parte 1, parte 2, parte 3 e parte 4) que disputariam o torneio, resolvi fazer o mesmo sobre as camisas da Copa América do Chile.

Abaixo, seguem minhas opiniões sobre as camisas de todas as seleções participantes. Algumas seleções usarão as mesmas camisas da Copa do Mundo de 2014 na Copa América. Para estas, colarei minhas opiniões antigas, e quando necessário, farei novas considerações.

GRUPO A
CHILE



Mesmos uniformes usados na Copa do Mundo de 2014. Segue minhas opiniões.
Primeira camisa: Raramente gosto de camisas com gola e esta não foge à exceção. Além disso, esta linha branca nas laterais da camisa ficaram bem feias.
Segunda camisa: Raramente gosto de camisas brancas também. Só é menos pior do que a primeira por não ter gola.

MÉXICO


Primeira camisa: Sério, que camisa! O México veio com duas camisas horríveis para a Copa do Mundo. Para a Copa América, a Adidas está de parabéns. Uniforme lindo. Adorei o detalhe da barra da camisa nas cores da bandeira.
Segunda camisa: Apesar de branca, só posso agradecer depois da 2ª camisa da Copa do Mundo que era totalmente estranha. Então por isso, pra mim ela é bonita.

EQUADOR


Primeira camisa: Amarelo. Isso praticamente define a questão. Tirando a da Austrália na Copa do Mundo, que era bonita, é difícil acertar nesta cor.
Segunda camisa: Gostei da camisa ser num azul mais escuro que a usada na Copa passada e livre daqueles detalhes amarelos horríveis no ombro da camisa. No geral, muito bonita.

BOLÍVIA


Primeira camisa: Não gostei. Achei este verde estranho, além dos detalhes em amarelo e vermelho. 
Segunda camisa: Não curto camisa branca e nas mangas vemos os mesmos "detalhes étnicos" que vimos nas camisas africanas feitas pela Puma na Copa do Mundo.

GRUPO B
ARGENTINA


Primeira camisa: Gostei muito mais do que a apresentada na Copa. É uma camisa tradicional e bonita.
Segunda camisa: Mais bonita que a da Copa também. Gostei deste azul escuro e o detalhes da barra da camisa.

URUGUAI


Outra seleção que manteve as camisas da Copa do Mundo.
Primeira camisa: Achei bonita a camisa. O detalhe do sol abrindo do escudo da camisa eu achei sensacional.
Segunda camisa: Bonita normal. Não curto camisas brancas.

PARAGUAI



Primeira camisa: Está limpo o visual da camisa. Achei bonita e gostei do detalhe nas listras vermelhas. Apesar de ter gostado, nesta camisa achei que o detalhe da barra não ficou bom.
Segunda camisa: Não parece camisa do Paraguai, mas é okay. Nada de mais.

JAMAICA


Primeira camisa: Tirando o fato de as fotos da camisa estarem uma merda, achei as camisas feias. Novamente uma camisa amarela. Simplesmente não curto. Era melhor o uniforme da galera do bobsled do "Jamaica abaixo de zero".
Segunda camisa: Tá difícil de ver pela foto, mas também não gostei. E os detalhes das mangas e barras ficou péssimo.

GRUPO C
BRASIL


Nas minhas pesquisas na internet, apareceu que o Brasil manterá as mesmas camisas usadas na Copa do Mundo. Portanto, segue minhas impressões do ano passado.
Primeira camisa: Amarela tradicional, a clássica Canarinho. Mais bonita que os últimos modelos apresentados pela Nike. Particularmente, nunca gostei da camisa da Seleção Brasileira.
Segunda camisa: Gostei do azul e da camisa em geral. Bonita.

COLÔMBIA


Primeira camisa: Muito melhor que a camisa usada na Copa. Não é nada espetacular, mas perto da camisa passada, está até bonita. Só não curto estas golinhas.
Segunda camisa: Se não fosse esta tarja amarela no peito, seria uma camisa bonita e interessante. 

PERU

Primeira camisa: Branca. Com faixa vermelha no meio do peito. Com gola estranha. Não tem como não odiar.
Segunda camisa: A primeira camisa ao contrário. A minha opinião, entretanto, é a mesma. Horrível.

Venezuela

Primeira camisa: Tirando o amarelo neon da camisa, esta cor meio vinha ficou linda demais. É a camisa mais bonita do grupo.
Segunda camisa: Inteira em amarelo neon é zoeira. Não tem como achar bonita.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Documentário: Papa Francisco - O Papa de todos.


Diretor: Jorge Levin


Dias desses, assisti com o Jonatha este documentário argentino sobre o Papa Francisco. No documentário, vemos antigos amigos do Papa contando sua trajetória como ainda o Padre Jorge Mario Bergoglio. Através da visão de tantos que conhecem o Papa há anos, podemos ver que sua forma de controlar e governar o Vaticano e a Igreja Católica não são meramente uma forma de chamar a atenção do mundo, são sentimentos genuínos que regem este homem há décadas. 

Lembro que no dia 13 de março de 2013, todos os olhares se voltavam para a Praça de São Pedro, no Vaticano, onde pelo segundo dia se realizava o conclave para ser escolhido o novo Papa. Nas semanas que antecederam o conclave, os nomes dos candidatos "mais possíveis" brotaram na internet em velocidade assustadora, e era de uma unanimidade certa que "seria um Papa jovem, para ter um longo mandato". Qual não foi a surpresa de todos quando um homem de 76 anos foi escolhido Papa?! Além da idade avançada, Jorge Mario Bergoglio era único em vários aspectos. Primeiro Papa não-europeu em mais de 1200 anos, 1º Papa da América, 1º Papa do Hemisfério sul, 1º Papa Jesuíta, e o mais significativo para mim e tantos outros: o Papa Francisco I.

Poucos meses depois de ser escolhido Papa, Francisco já havia me conquistado com seu jeito, assim como conquistou tantos em seu caminho. Neste texto aqui, desabafei sobre minhas esperanças neste homem, nas mudanças que ele vem propondo à Igreja Católica e a toda cristandade do mundo. Quase dois anos depois, essas esperanças são ainda mais fortes em meu coração.

O documentário traz uma visão simples de homens e mulheres que conviveram com o Jorge Mario, e que sabem que como Francisco, o Papa está simplesmente sendo autêntico. Peço a Deus que, embora já idoso, o Papa tenha tempo para realizar mudanças mais profundas dentro da Igreja, e que estas mudanças sejam sentidas e vividas por toda a sociedade, não apenas a cristã. Minha esperança no Papa Francisco ainda arde em meu peito.